Estou a meter a loiça na máquina, olho para a prateleira de cima, vejo a tampa preta de um tupperware e penso "m****, meti o iPad na máquina de lavar".
:)
Agora em versão um homem e duas mulheres (vá, um bebé) cá em casa. Vence a maioria.
Estávamos em brain strom desesperado à procura de ideias de máscaras para uma festa em que é suposto irmos vestidos de ícones dos anos 80, quando ele diz todo entusiasmado: "podes ir de Jane Fonda, é só roupa de ginástica justinha!!"
Parabéns para mim. Parabéns para mim. Parabéns para mim. Parabéns para mim. Parabéns para mim. Parabéns para mim. Parabéns para mim. Parabéns para mim. Parabéns para mim. Parabéns para mim. Parabéns para mim. Parabéns para mim. Parabéns para mim. Parabéns para mim. Parabéns para mim. Pronto, é isso.
Esta é uma questão que já senti na pele, e que oiço diversos homens a queixar-se. Nunca mulheres. Para nós é completamente indiferente se eles se arranjam em nossa casa ou se vão tomar banho a casa deles. Couldn’t care less. Mas para eles é um ponto relevante, deixa-os confortados, gostam daquela segurança do “ela sente-se bem em minha casa”. A questão é que nos sentimos bem em casa deles, caso contrário não passaríamos a noite, mas não nos sentimos bem com a trabalheira de transportar toda a tralha de que precisamos para a manhã seguinte. Enquanto para um homem basta levar uma escova de dentes, roupa interior e uma camisa lavada, uma mulher precisa de um necessaire inteiro com as mais variadas coisas que podem ou não vir a dar jeito (pensinhos, tampões, comprimidos, toalhitas desmaquilhantes...), um outro necessaire só de maquilhagem, um frasco de amaciador e outro de creme para pentear (assumindo já aqui que usamos o champô e gel de banho deles e que nos dão uma toalha para o corpo e outra mais pequena para o cabelo), creme hidratante para a cara ou corpo, secador de cabelo, ferro de frisar ou alisar o cabelo, roupa interior, collants, collants extra para o caso de os primeiros se rasgarem, brincos, colares, pulseiras, sapatos (que nem sabemos de véspera se apetecem rasos ou se acordamos com energia para saltos), calças, saia, calções ou vestido, blusa, t-shirt, casaquinho a condizer, casaco a sério se fizer frio, botas altas no Inverno, oh e as botas são tão complicadas de transportar, enfim, a coisa nunca mais acaba. A organização prévia, o transporte das coisas, é tudo um pesadelo logístico! Logo, ou começamos a deixar coisas num cantinho em casa deles (mas depois não se queixem que se sentem sufocados) ou preparem-se para que cheguemos mais tarde e que nos tenham que vir ajudar a tirar o material todo do carro. Isto com sorte, porque de certeza que algo ficará esquecido. E no pior dos casos só em casa deles é que nos aperceberemos de que nos esquecemos, por exemplo, da pílula. Depois venham cá refilar.
Ok que toda a gente tem problemas e a vida é difícil e que essa é a dura realidade das coisas. Mas o Peso Pesado não era suposto ser uma coisa divertida, positiva e optimista? Eu vi apenas cinco ou dez minutos ontem e apanhei de tudo (conversa, que não se passa muito mais além disso). Avós e pais que morreram, irmãos autistas, lares, depressões, a Júlia Pinheiro a perguntar se conseguiam andar de transportes públicos com aquela vozinha comedida de quem anuncia o fim irremediável do mundo, a música, my god, a música de fazer chorar as pedras da calçada. Tudo a coisa mais melodramática de sempre. Eu sabia que o conceito era incentivar as pessoas a mudarem de vida. Agora fiquei foi na dúvida se a tentativa da produção é que se perca peso ou que toda a gente se atire da janela. Depois de três fatias de bolo, um copo de veneno e um tiro na nuca. Just in case.
Há qualquer coisa com pinta num homem com uma camisola de gola alta. É o estilo do intelectual que não é nerd, a imagem do escritor de sucesso com um blazer por cima (ou algo semelhante típico de um filme da Nancy Meyers), ou mesmo apenas a coragem masculina em usá-la. No entanto, por mais voltas que dê e por mais piada que possa ter, não há uma única vez que não ache a coisa um bocadinho gay. Sou só eu ou isto é uma ideia generalizada?