segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Ui, que isto está bonito!

Hoje quando acabei de almoçar deitei o copo de vidro no caixote do lixo e ia meter o guardanapo de papel na máquina da loiça. Esta semana promete...

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Esta calçada à portuguesa mata-me

Gosto que as tradições se mantenham, e gosto dos pormenores que compõem a nossa identidade. Não sou contra a evolução das coisas, compreendo que tenhamos passado de charretes puxadas a cavalo para motores e escapes cheios de emissões de dióxido de carbono, que são muito mais práticos, confortáveis e rápidos, do que os cavalitos. Embora estes últimos muito mais giros. Nesse sentido, acho bem que se mantenha a tradição da calçada à portuguesa em vez de pavimentarmos as ruas todas com cimento. E eu sei que deve sair caro meter aquilo tudo ali à mão, pedrinha por pedrinha, mas por favor, senhores não sei de onde do Estado encarregues destas coisas, quando elaboram os orçamentos para a recuperação das ruas, acrescentem uma alínea que preveja uma série de homens giros e musculados que me transportem ao colo. É que não consigo mesmo fazer o percurso de casa até ao trabalho de saltos altos.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Gostava de dizer que o blog anda fraquito por motivo de férias

Mas não. É mesmo trabalho. O que é aborrecido, porque o mundo continua, a Sábado já publicou um artigo hilariante com factos sobre bichos, as vantagens de se estar solteiro ou casado, outro com provérbios mundiais sobre mulheres, e eu não vim cá comentar nada. O pai já me informou que quando as alforrecas têm comichão o melhor é usar sumo de tomate, o que foi muito útil igualmente (para as alforrecas, aparentemente), e eu não vim cá comentar nada. Hoje consegui tirar cinco minutos e passei no Santini para comer um cone de bolacha (não gosto dos gelados), e já foi uma sorte! Nunca pensei dizer isto, mas este Verão nunca mais acaba! Uf!!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Conversa com o pai #9586

À porta do restaurante, mesmo em frente a um lugar reservado para deficientes mas cuja indicação eu não tinha visto:

Eu: Há um lugar mesmo aqui à porta!
Pai: Esse não. Esse é para ingratos.

Meia-hora depois de termos começado a jantar, vindo do nada:
Pai: Ah, não era ingratos! Era inválidos...

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Lá dizia o outro que ontem era suposto haver um terramoto

E aqui a Belota esperou todos os segundinhos do dia, a rezar para que ninguém se magoasse mas que o escritório desaparecesse, que é tão enconstadinho à praia (soa bem, mas não, é mesmo só enervante), e que viesse uma onda que levasse aquilo tudo. Cá esperança é coisa que não me falta! Parece que não. E afinal hoje tivemos mesmo que ir todos trabalhar. No meu caso com direito a trabalho à noite e tudo. Isto é uma alegria. É que já nem com os terramotos podemos contar.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A tradição ainda é o que era?

Estava a ver o "Say Yes to The Dress" e confusa com aquelas noivas todas. Não é um programa que me cative particularmente, mas como mulher que sou, gosto da ideia da compra de um vestido de 5.000 dólares e aquilo acaba por me entreter quando já estou meio adormecida. Nunca tive o sonho do casamento na igreja com 300 pessoas e o vestido de cauda gigante. Sempre imaginei mais um momento a dois, no ímpeto e irracionalidade do momento, e o resto logo se vê. Um casamento ao estilo, bebi-três-vodkas-ao-pequeno-almoço-e-aconteceu, que me dá uma boa história para a vida inteira. No final do programa, ouviu-se em off um locutor que dizia "princess for a day and a wife for the rest of her life". E eu questionei-me se no meio do feminismo exacerbado e a luta pela igualdade exagerada dos dias de hoje, ainda é isto que afinal elas querem. É? As mulheres ainda sonham com casamentos de princesas nos dias que correm? Meninas, ora digam lá de vossa justiça...

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Ser jovem e independente neste país é uma alegria

A minha botija de gás está quase no fim. Quando terminar tomarei duches de água fria pois não tenho dinheiro para comprar uma botija nova. Vendo bem não tomarei duches, ponto final, porque também não tenho dinheiro para pagar a conta da água, cujo limite de pagamento já passou. Estranhamente, enquanto toda a gente está de férias, eu tenho cada vez mais e mais trabalho. E menos e menos dinheiro. Num tema semelhante, deixei um disco externo na faculdade para me passarem todo o material que tinha realizado durante a pós-graduação, e aquela gente perdeu o disco. Quando o encontraram, devolveram-mo apenas para descobrir que afinal tinham perdido também o material. Três mil euros de propinas, e de trabalhos realizados, nada.

Não fosse eu até ter sentido de humor e a coisa estava feia. Muito feia. Alguns edifícios estariam a arder. Com toda a certezinha. (ou talvez não, não sei se tenho dinheiro para comprar fósforos)

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Boys will be boys (men are a different matter)

Dizia alguém num comentário no post anterior. É verdade. Boys will be boys. Men are a different matter.

They still stay boys.
;)

domingo, 1 de agosto de 2010

Tenho esperança na próxima geração

Tenho quase a certeza que já usei esta imagem algures aqui pelo blog, mas hoje, a sério e sem ser por desenhos, vi uma menina de quatro anos a arrastar um puto da mesma idade pelo colarinho da camisola, enquanto ele gatinhava ao lado dela como um cachorrinho. Os dois com quatro aninhos!! Foi lindo!

:D

quinta-feira, 29 de julho de 2010

No dia em que ele me cantar isto, eu caso-me

Pode ser a música mais gay, bimba, pirosa, o que quiserem. Mas no dia em que ele me cantar isto, eu caso-me. Também me pode levar a Londres ao musical e sussurrar baixinho durante a canção. Eu não sou esquisita e até gosto de andar por aí a passear. Juro que me caso. Agora resta saber quem "ele" é. Mas isso é só um pormenor.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Pensamento pateta, embora pertinente, da semana

De cada vez que estamos à conversa sobre homens e mulheres e alguma menina se exalta e começa a enumerar a quantidade de coisas em que as mulheres são melhores do que os homens, tenho um amigo que põe sempre fim à conversa com um único comentário:

"Melhores do que os homens? Vocês nem sabem por onde fazem xixi!"

Ah pois é! Quer dizer, sabemos. É por ali. Algures por ali. Mais para cima, mais para baixo, por ali... Sabemos, é claro que sabemos. Hum, mais ou menos... Vendo bem... Acredito que a maior parte das mulheres nunca tenha pensado seriamente nisso. Caraças, aquele argumento arruína qualquer conversa! :)

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Será que afinal há esperança para os escuteiros?

De certeza que já fiz por aqui uma piada ou outra com escuteiros. Podia ter escolhido anões, carecas, wahetever, mas não, as minhas vítimas preferenciais sempre foram os escuteiros. Sobretudo os meninos crescidos escuteiros. Os lencinhos, os calções, as fitinhas nas meias até ao joelho (jarrateiras, segundo me informou uma criança de 6 anos), parece-me tudo muito pouco másculo ou adulto. Dá-me vontade de rir. Dá-me mesmo muita vontade de rir. Preferencialmente à frente deles. No entanto, em conversa com uma amiga, descobri que os meninos escuteiros têm uma habilidade genial, que consiste em saberem lidar muito bem com nós, tarefa particularmente útil para nos desapertarem as fitinhas da parte de cima dos bikinis. Achei genial! Finalmente algo verdadeiramente útil a ser aprendido nas longas caminhadas e subida de montanhas, ou ajuda a velhinhas em passadeiras, ou o que quer que seja que aquela gente faz. Deste modo, e porque não me fica bem negar à partida uma ciência que desconheço, este Verão declaro abertas as candidaturas para escuteiros. Mas quero aqueles que tenham participado no acampamento em que além dos nós aprendem igualmente a desapertar os colchetes dos soutiens. É que é outra coisa para a qual nenhum homem parece ter jeitinho nenhum.

domingo, 18 de julho de 2010

Conversa com o pai #3425: o casamento

Pai: O casamento devia ser limitado a 3 ou 4 anos. Ao fim desse tempo acabava.
Eu: Oh pai, que disparate, isso é mesmo conversa de quem já se divorciou duas vezes...
Pai: A sério, 3 ou 4 anos e estava feito. Era tudo muito bonito e depois ia cada um para seu lado, as pessoas não se prendiam, não havia tanta confusão.
Eu: Então mas para isso tem-se uma relação normal e logo se vê, não é preciso casar, é só deixar andar.
Pai: Não. Eu acho que isto devia ser uma coisa oficial.
Eu: E se depois quiséssemos ficar mais tempo com a mesma pessoa?
Pai: Pagava-se uma multa. Então a lei é para cumprir!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

O que é preciso é incentivo ao trabalho (ou melhor, uns bons abdominais para me animarem)

O chefe novo diz que vai fazer uma "ficha de escravatura" onde devemos preencher tudo o que fizemos durante o dia. Em especial para mim acrescentou que vai lá colocar a imagem de um menino com uns abdominais definidos, para que me sinta motivada a preenchê-la. Chegou há uma semana e meia e já me conhece. Quero este. A minha paixão dos desfiles do Estoril FashionArt Festival. Em carne e osso, tronco nu, e sentadinho ao meu lado. Pode ser?

terça-feira, 13 de julho de 2010

Putos

O meu sobrinho faz oito anos. Ainda no ano passado queria Gormitis como presente (sabia lá eu o que raio isso era) e este ano acha-se já muito crescido e pediu uma t-shirt do Rock in Rio. Acontece que já não há t-shirts do Rock in Rio à venda! E que aqui a tia nem sequer gosta particularmente do evento. A coisa está complicada. Cá para mim isto vai acabar com uma t-shirt branca para oito anos com a frase "A tia Belota é a maior". As coisas sérias e importantes são para se aprender logo desde pequenino! ;)

Vocês são o máximo

Gosto de pensar, e tenho a certeza, que ele será muito mais feliz e realizado no trabalho novo que arranjará. Que fará exactamente aquilo que gosta e que a nossa amizade se manterá sem a necessidade de trabalharmos juntos. Mas era ele que muitas vezes me ajudava a manter a sanidade mental nos dias mais complicados, e durante 7, 12, 15 ou 17 horas de trabalho por dia, eu ainda estou um bocadinho menos feliz porque ele já lá não está. E nós fazíamos uma boa equipa. E eu reconsiderei se era ali que queria continuar.

Esta semana começámos de novo. Com força, com entusiasmo, dispostos a pegar nos projectos e a levar as coisas para a frente. Mas a semana passada foi complicada. E vocês foram o máximo. Obrigado pelas palavras de força, pela sugestão de músicas, pelas palavras do Espaço Sudoeste que eu nem sabia continuar ainda aí desse lado, pela história do Stressado a pedir um Gin Tónico na mais pura das inocências (lindo, lindo!), pelos vídeos (embora, Capitão Microondas, me tenha sentido muito mais sentimental, e Fada, tenha ficado sem palavras! lol) e pelas manifestações daqueles que nunca se tinham pronunciado por aqui e dos habitués que já fazem parte da minha vida. Fizeram-me lembrar por que razão tenho este blog. É que não é só um espaço meu. É nosso. E isso faz-me sentir bem. We're back!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Estou tristinha. E cansada. E em baixo. Digam-me coisas boas. Prometo que isto passa e que voltarei aos posts habituais.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Conversa com o pai #6534

Eu: Pai, vou fazer uma sessão fotográfica para a revista Máxima! Vai ser tão giro!
Pai (em choque): Não te vais despir!!
Eu: Hum...?
Pai (10 segundos depois): Espera, se calhar o pai está a confundir com a Maxmen...

Ser pai deve ser uma preocupação constante. :D

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Este aniversário mais parece um casamento cigano. Dura... Dura...

Não é genial, o presente que os colegas deram?

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Alguém pode dizer ao chefe novo que eu preciso da hora de almoço ou da noite para escrever qualquer coisita no blog? Ou para comer e dormir, já que se está a pedir. Sff?

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Os raciocínios de que eles se lembram...

Estávamos à conversa sobre o facto de os homens não terem predisposição genética para acumular gorduras localizadas e celulite, quando o meu irmão se sai com este brilhante raciocínio:

"Então mas vejam lá uma coisa, nós quando somos pequenos saltamos e corremos, andamos de bicicleta, de skate, trepamos árvores, somos extremamente activos, não paramos! É de esperar que não tenhamos tanta tendência para engordar. Vocês brincam sentadinhas com as bonecas! Quer dizer, vendo bem, se calhar é por isso que depois em adultos as mulheres nos ultrapassam em tudo. É que nós crescemos cansados da infância que tivemos."

terça-feira, 29 de junho de 2010

Linguagem de bola

Tenho dificuldade em perceber como é que os homens têm por vezes tanta dificuldade em articular conceitos básicos e montarem mais que uma frase de jeito, mas depois inventam toda uma linguagem em redor do futebol. Exemplos práticos do jogo lamentável de hoje:

Portugal está em posição de desvantagem.
Vamos lá chamar as coisas pelos nomes. Portugal está a perder. Essa é que é essa.

Os jogadores não têm a aquela frescura para um pressing tão intenso.
Estão cansados. Basicamente é isso. Os jogadores estão cansados.

Agora sim, é despejada a bola.
Alguém chutou a bola. Já não ter sido usado o termo "esférico", foi uma sorte!

Resumindo e concluindo, lixámo-nos. Adeus Mundial. Ou melhor, "entrámos em posição de desvantagem irreversível". M*****.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

As mulheres e a idade (deles)

Perguntaram-me como é que as mulheres lidam com a idade. Lidamos bem. Eu, por exemplo, fiz 30 anos e vou dizer a toda a gente que tenho 24. E vou fazê-lo com um sorriso e sem barafustar, logo, parece-me que estou a lidar bem. A questão, no entanto, percebi depois estar direccionada para outro sentido. Como é que as mulheres lidam em relação à idade... deles. Sobretudo quando eles são mais novos. E ora isso já é outra história. Tal como os homens gostam de estar com mulheres mais novas, cada vez mais o oposto se vai tornando relativamente usual. Enquanto um homem gosta de mostrar a mulher nova e troféu, uma mulher com um menino mais novo não o faz por ostentação. Fá-lo por uma sensação de poder. Fá-lo por ter ali um homem à disposição, que ainda não tem barriga, conserva os cabelos todos, tem muito mais energia, e faz exactamente o que ela quer e como quer. Eu com 30 anos não tenho vontade nenhuma de estar com um menino de 18. Um puto de 18 não sabe aquilo que as mulheres gostam e não vou ser eu a ensiná-lo com certeza. Preferia um que já viesse treinadinho. Mas compreendo sem grande dificuldade as mulheres de 40 que saem com meninos de 28. Espertas. ;)

domingo, 27 de junho de 2010

30th Birthday Party

Quem é a mulher no seu perfeito juízo que decide celebrar os seus 30 anos de bikini na piscina? Bem, visto que a desgraça já estava feita, ou melhor, vista, o melhor foi mesmo atirar ali uns cupcakes directos para as ancas!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Portugal vs. Brasil

Repórter TVI: O que é que espera deste jogo?
Senhora de Matosinhos: Espero que os vamos comer. E de cebolada!

Gosto da eloquência. Sempre está melhor do que os que dizem que vamos empatar ou que ganhe o melhor. Não. Não ganha o melhor, o que jogar com mais fair play ou os que por outra razão qualquer mais o mereçam. Ganhamos nós e pronto. Mas isto é muito complicado?

quarta-feira, 23 de junho de 2010

terça-feira, 22 de junho de 2010

Em depressão pré-aniversário

Amanhã faço 30 anos e o Quique vai casar com a Orsi.

Mundo injusto...

segunda-feira, 21 de junho de 2010

O que vale é que nestas coisas eu até tenho experiência...

Uma pessoa vai trabalhar a um Domingo de manhã, passa no escritório para ir buscar o material, e descobre que a senhora da limpeza trancou as portas pelo interior antes de fechar tudo e sair. E depois como é? Liga ao chefe, que liga ao outro chefe, que liga ao responsável, que por sua vez liga ao seu chefe. E depois de meia-hora nisto e já sem paciência, diz a Belota para o colega:
- Tens aí um BI? Então embora lá que eu abro isto.

E não é que abri mesmo? Estou seriamente a considerar mudar de profissão. Assaltar casas deve dar menos trabalho e render muito mais. E é coisinha para a qual até parece que tenho jeito.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Hoje é um dia triste

Tenho doze livros autografados pela sua mão, memórias de uma conversa onde partilhámos confidências sobre o Cão das Lágrimas, uma admiração enorme, e apesar de me restarem ainda alguns livros por ler, aflige-me a ideia de que quando terminar esses, não existirão mais.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Depois queixam-se que os homens refilam quando vêem uma mulher ao volante

Já é enervante estarmos atrás de uma pessoa na bomba de gasolina, que depois de abastecer e pagar, fica sentada no carro a guardar as facturas, a ajustar os espelhos, a tentar acertar com a posição do banco, trocar os cd's do rádio, e sei lá mais o quê, enquanto nós ali estamos à espera que movam o popó só um bocadinho para a frente para nos podermos despachar. Mas hoje apanhei uma mulher que bateu todos os recordes. Fez-me esperar o tempo habitual desnecessário já de si irritante, e mais um bocadinho... enquanto acendia um cigarro mesmo em frente às mangueiras do combustível.

Afinal quem me leva a casa é o mano

Ontem leu o blog. E ligou para me dizer que o estava a fazer. Depois insistiu em vir-me buscar para irmos para o jantar de família. Durante o jantar chamou-me baixinho "loira burra e lésbica". É um querido. Mas no final da noite foi ele quem me levou a casa. :)

terça-feira, 15 de junho de 2010

Quem está lá para mim, sou eu mesma. Mas no final do dia, quem é que me leva a casa?



Tenho uns pais fantásticos e sem dúvida os melhores amigos do mundo, que saem da cama às 5h da manhã, numa noite de chuva, se eu precisar deles. Não sou uma pessoa solitária. Mas também não tenho uma relação verdadeiramente séria e duradoura há um tempinho, e entrei no esquema e sinto-me bastante confortável nessa situação. Eu dependo apenas de mim.
Quem é que me vai dizer que é demasiado tarde? Eu mesma. Quem é que me vai dizer que as coisas não são assim tão boas? Quem é que me vai levantar quando eu cair? Quem é que vai tapar os ouvidos quando eu gritar? Quem vai prestar atenção aos meus sonhos? Sempre eu mesma.
No entanto, todas as noites quando entro no carro à 1h da manhã para voltar para casa, invariavelmente penso: who’s gonna drive me home tonight?

segunda-feira, 14 de junho de 2010

O intrigante comportamento das mulheres ao interesse de um homem

Foi precisamente com a frase do título, ipsis verbis, que me foi pedido, já há algum tempo, este post. E durante esse tempo andei eu mesma às voltas com o assunto, que para ser sincera, nem nós percebemos muito bem ou conseguimos definir os estranhos comportamentos que temos por vezes. Há assim algo parvinho que se apodera de nós e depois a coisa só dá para o disparate. Gostamos deles mas ignoramo-los, não gostamos mas entramos no jogo por motivo de simples egocentrismo. É complicado. Excluindo a aceitação imediata, que é óbvia e não carece de explicação, parece-me possível repartir o assunto em três comportamentos gerais:

Gostar e não fazer nada
Às vezes ficamos só à espera que sejam eles a dar o primeiro passo. Outras vezes sentimo-nos intimidadas e temos medo de fazer a coisa errada. Outras ainda, estamos escaldadas e temos apenas receio de nos atirarmos de cabeça.

Gostar e mostrar desdém
É aquela coisa do achas-que-podes-ter-qualquer-uma, pois agora vou dizer-te que não só para te provocar. É que há alguns com quem isto funciona, e às vezes, por engano, aplicamos a táctica nos meninos errados.

Não gostar mas entrar no jogo
Hum... nem me estava a sentir muito confiante hoje mas aquele gajo ali a olhar para mim está a fazer-me mudar de ideias. Vou retribuir o interesse durante um bocadinho e depois volto as costas e vou para casa de ego cheio. Ou apanho uma bebedeira e acabo por ceder. Não é provável, mas também não será impossível!


O menino que pediu o post sugeria ainda que eu explicasse tudo isto não só como se eles fossem totós, mas mesmo como se fossem crianças de 10 anos. Por isso, para uma criança de 10 anos, a melhor explicação que consigo arranjar é a que se segue:
Imagina que tens três skittles na mão. Um verde, um amarelo e um cor-de-laranja. Até podias comer os três ao mesmo tempo, mas sabes que não vai parecer bem. Tens a certeza que gostas do verde e por isso esperas que ele salte sozinho para a tua boca de forma a não correres o risco de o perderes em algum movimento. Ficas portanto quietinho. O amarelo também não parece mal, toda a gente sabe que o amarelo é uma cor popular, por isso o melhor é contrariá-lo para o provocar. Mostras algum desdém e rezas para o conseguires comer inteirinho em vez de se derreter na tua mão. Sobra o skittle cor-de-laranja, banal, que não traz nada de novo, mas visto que não está lá mais nenhum, se calhar o melhor é olhá-lo com relativo interesse e saborear o facto de que ele ali está, quer o queiras quer não. E só isso já é bom.
Bem vistas as coisas, provavelmente, no meio de todos os raciocínios desnecessários, ainda deixas cair os skittles ao chão e no final não comes nenhum. E o pior é que nem eles terão ideia de que até tencionavas fazê-lo.

Por tudo isto e para terminar este post confuso, moral da história:
Não percam tempo a avaliar os nossos comportamentos ou a tentar adivinhar aquilo em que estamos a pensar. Provavelmente nem nós o sabemos. Tentem a vossa sorte. É bem possível que acabem agradavelmente surpreendidos.

domingo, 13 de junho de 2010

"Os golos são como o ketchup"

Hum? Oh senhor Cristiano, diga lá outra vez??

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Aventuras da Belota no facebook

Não tenho muita paciência para aquilo, não, mas tenho que dar a mão à palmatória que dá jeito para uma série de coisas. Hoje andava por lá a ver as minhas próprias fotografias, quando encontro uma giríssima com um amigo que é também ex-namorado. Estranhamente não estava identificada. Lá carreguei na cara do menino para meter um tag e abre-se logo uma caixa com a mensagem "não-sei-quem não pode ser identificado nesta foto porque não-sei-quem retirou previamente a sua identificação nesta imagem". Isto é o que eu faço aos ex-namorados. Traumatizo-os ao ponto de eles se auto-retirarem das minhas fotografias. Ou então é coisa de namorada nova. O que é mais estúpido ainda.

(Sim totozinho querido, se estás a ler isto, foste tu, foste! O que vale é que a Belota é querida e respeita. Mas só depois de se queixar no blog.)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Último dia de aulas

Hoje acaba a pós-graduação! Depois de 6 meses de correrias, trabalho, aulas, projectos de grupo aos fins-de-semana, boas-noites ao senhor da portagem todas os dias à 1h da manhã, dores de cabeça com a coordenação do curso e muitos sorrisos com os professores e colegas, hoje acaba a pós-graduação. A todos os que já me perguntaram se tenho projectos novos findas as aulas, tenho. Imensos e todos muito importantes. Assim a curto prazo planeio conseguir chegar a casa depois do trabalho e ligar a televisão. Ir beber café com os amigos. Ler um livro. Jantar. Oh, jantar! Sentadinha à mesa e tudo, em vez da sopa engolida a correr na cantina da faculdade. Ir ao cinema. Dormir mais do que 5 horas por noite. Vou ter saudades dos colegas? Vou, mas pego no telefone e ligo-lhes. Vamos ter saudades dos exercícios de apresentação que fazíamos todas as noites? Ponho toda a gente em frente à minha máquina de filmar pequenina e a seguir esqueço-me de ligar o microfone ou perco as cassetes com o material. Sentem-se logo em casa! Vou ter tempo para escrever no blog. Melhor, vou ter tempo para ler os vossos blog. Ah (ler em tom maquiavélico), preparem-se!

“Como é que está aí o tempo?

Se há algo importante quando estamos de férias, é saber o estado das coisas que deixámos. E quanto pior estiverem melhor nos sentimos. Afastarmo-nos da rotina, por si só, parece não chegar, precisamos daquele reconforto emocional do “ainda bem que me vim embora”. Nestes últimos dias sem nada para fazer na praia, ouvi muitas conversas de pessoas que acham que apanhar Sol equivale a duas horas ao telefone. Elas ligam às amigas todas, aos pais, contam que os filhos já almoçaram e estão a fazer a digestão antes de irem para a piscina, etc. e tal, who cares. Eles, falam brevemente e têm apenas uma questão: como é que está aí o tempo? Isso é que é verdadeiramente relevante, saber como está o tempo num sítio onde não estamos! É que o Sol fica logo mais forte quando sabemos que os outros não podem usufruir dele. E depois vão contar a toda a gente. “Lá em casa está a chover. Nós aqui na praia e eles com tempo nublado”. E isso é que tem valor. Por isso, para quem está a ler isto de férias no Sul, rejubilem e dêem mais um mergulho. No resto do país está a chover.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Pois que estamos por aqui outra vez

Quatro diazinhos de descanso tão merecidos...
Tenho noção do meu cabelo loiro quando estou no corredor das águas do supermercado (não é propriamente uma compra complicada) e o gerente me vem oferecer ajuda explicando pausadamente a diferença entre as águas de Penacova, Fastio e Luso. Tenho ainda noção de que sou mesmo mulher quando após a explicação considero levar antes uma água 3 vezes mais cara pelo simples facto de a garrafa ser muito mais gira. Por fim, tenho mesmo noção de como por vezes caímos em determinados estereótipos, quando olho para o tapete rolante da caixa e as minhas compras se resumem a garrafas de Formas Luso, duas caixas de batidos de dieta, bolachas de milho daquelas que não sabem a nada mas não têm calorias nenhumas, um after-sun, um amaciador para o cabelo e um verniz. E eu própria olho estupefacta para os artigos e penso "mas esta não sou eu!!"

terça-feira, 1 de junho de 2010

Vamos lá atentar na sondagem aqui do lado. A Belota gostava de perceber quem anda por aqui.

(atenção que eu escrevi na sondagem "sou um gajo bom" em vez de "sou um menino totó". Quem foi querida, quem foi?)

Hoje é Dia da Criança

Então um grande beijinho a todos os homens que eu conheço!

(dizem os compêndios que o humor se faz também por repetição. Vamos ver se resulta, é que já vamos no terceiro ano em que eu escrevo este post. Qualquer dia os meninos correm-me ao estalo!)

segunda-feira, 31 de maio de 2010

A propósito do Dia Mundial sem Tabaco

Sabiam que fumar durante o acto sexual está no topo da lista dos fetiches preferidos dos homens? Parece que tem algo que ver com a revolução social e sexual da mulher, da ideia subjacente de que elas afinal também podem mandar e fazer o que bem lhes der na cabecinha. Está certo. Eu, apesar de fumadora, desconfio que fumar na cama tenha os seus riscos. Nomeadamente para os lençóis e as cortinas, mas nada que com jeitinho não se consiga. Parece-me muito mais aceitável do que um fetiche por pés, por exemplo, que é o mais comum de todos. Acho que nunca compreenderei muito bem a questão dos pés. Há outras partes do corpo tão mais interessantes... Blagh.

domingo, 30 de maio de 2010

É por isto que eu não vou



Quando a coisa arrasta multidões inteiras em histerismo eu torço logo o nariz. Se calhar não devia, admito que deva perder muito por isso, mas há qualquer coisa nestes aglomerados de gente que me faz comichão. O Rock In Rio não é um festival de rock nem é no Rio. A promoção começa tantos meses antes que por altura do festival propriamente dito já nem se pode ouvir falar naquilo. É uma espécie de feira popular com atracções familiares para todas as idades, ao som de um sotaque brasileiro e de uma excelente campanha de marketing que convence muitos de que é o evento imperdível de uma vida. É cansativo. E é por isso que eu não vou. Devia deixar de ser do contra. Mas ainda não foi desta. Tragam-me rock, cerveja, poeira, festivaleiros com mais de 17 anos, e sou uma mulher feliz. Enquanto houver D'Zrt e Miley Cyrus, não me convencem.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Conversa surreal nas aulas

(Eu considero-me uma pessoa mentalmente sã. A sério. Mas acho que é pura sorte, dadas as circunstâncias. Vamos não esquecer que estes diálogos que eu aqui costumo reproduzir, têm sempre proveniência masculina.)

Ontem, durante uma aula em que alguém lia um texto sobre uma personagem de nome Branca, que tinha acabado de morrer. Colega do lado, em voz baixinha, para mim:

Ele: A mulher chamava-se Branca ou estava branca quando morreu?
Eu: Chamava-se Branca.
Ele: Ah, é que para estar branca quando morreu, já tinha que ter estado morta há mais tempo!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

O mundo é um local hostil

É, sim senhora. Mas eu não tenho culpa e não ando por aí a penalizar os outros, manifestando a minha frustração como o senhor que na noite passada pegou numa pedra da calçada e foi rua abaixo partindo os caixotes do lixo e o vidro do meu carro. 200 euros de arranjo. Então um grande obrigadinho, sim?

terça-feira, 25 de maio de 2010

Globos de Ouro vistos pela Belota (agora é que é mesmo)

Quem está à espera de vestidos pode pôr-se já a andar que isto não é a Caras nem a Pipoca (nada contra a Caras nem a Pipoca, atenção) embora andasse por lá uma menina com um vestido de papel que muito me intrigou em relação aos perigos de alguém fumar perto dela. Perdeu-se ali um momento curioso. Embora preferisse que ninguém se magoasse. E como no resto o interesse não abunda por aí além, decidi atribuir eu os meus próprios Globos. Sem nomeações nem nada do género que não tenho cá tempo para isso. Pois que é como segue:

Globo de Ouro para melhor co-apresentador:
Vai para mim! Vai para mim que apresentei a categoria de Melhor Modelo Masculino, no lugar da Diana Pereira, que não esteve presente no ensaio geral. Ok, era só um ensaio, mas mesmo assim eu subi ao palco do Coliseu para entregar um Globo de Ouro (que naquele momento era uma garrafa de água só para fazer número, que também não se pode pedir tudo). Eu fiz isso. Vocês não. E quem manda nesta gala hoje sou eu e por isso decido que mereço ganhar. Se bem que o meu colega que se apresentou a ele próprio como vencedor, também não esteve nada mal.

Globo de Ouro para melhor funcionário da gala:
A senhora da casa-de-banho que além de ser extremamente simpática e cordial, ainda guardou durante uma hora o anel que eu deixei esquecido em cima da bancada enquanto lavava as mãos. Tive tempo de ir jantar e voltar, que o anel estava guardadinho no bolso dela à minha espera. E com um sorriso!

Globo de Ouro para a personagem da noite:
O senhor do restaurante em frente ao Coliseu com o discurso: Já ando nisto há mais de vinte anos, ainda me lembro da não-sei-quantas quando era casada com o não-sei-quantos, antes de ir viver com o outro, que depois teve um programa na televisão porque dormia com a outra, e quando sair daqui, ainda vou lá dentro espreitar, que eles deixam-me entrar, ou então vou para casa, meto o fato-de-treino e vejo na televisão. Estes, eu topo-os a todos!

Globo de Ouro para a coisa mais irritante de sempre:
Os figurantes aos gritos na passadeira vermelha enquanto as pessoas passam. Não estamos em Hollywood e só uma pessoa que tenha deixado a auto-estima e o bom-senso em casa é que não sente um bocadinho de constrangimento ao ouvir aquela gritaria falsa e paga.

Globo de Ouro para pior leitura do teleponto:
Bárbara Guimarães em ex aequo com Diogo Morgado. Dispensa comentários adicionais.

Globo de Ouro para o pior discurso (vezes três!):
Oi, eu goisto muito dji Pórrtugau e do povo porrtuguéis. Já se acabava com as novelas brasileiras na SIC, não?

Globo de Ouro para a categoria mais parva:
Melhor revelação, atribuído a Daniela Ruah. Não é que ela não seja boa naquilo que faz, mas já cá anda há 10 anos e esta coisa de se ir para o estrangeiro para se ser reconhecido no país dá-me vontade de vomitar.

Globo de Ouro para melhor piada da gala (que não estava no guião):
Alpinista João Garcia enquanto se preparava para anunciar o vencedor: mandam um homem sem unhas para abrir um envelope!. Muito bom.

Globo de Ouro para a melhor gaffe da noite:
Durante a festa no Skones, quando se começa a ouvir a música “I want to live in Ibiza” e o meu amigo comenta: Isto já está a baixar de faixa etária, então agora vão passar a música “I want to be in Benzina”??

Globo de Ouro para melhor mal-entendido da noite (como quem vai ganhar sou eu, já não lhe chamo gaffe):
Ele: Estás a ver isto? A isto é que se devia chamar um país sem stress.
Eu: Peixe em stress? O que raio é um peixe em stress??

Globo de Ouro para melhor solução anti-multa:
À porta do Skones:Estou mesmo a ver, “não senhor agente, eu lá beber, bebi, que aquilo sempre eram os Globos de Ouro, mas não me meti atrás do volante, não senhor, só mesmo atrás do guiador.”

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Os Globos de Ouro vistos pela Belota

Mas só daqui a umas boas horas que entretanto já o Sol está a nascer e eu tenho que ir trabalhar daqui a muito pouco tempo.


(Mas quem é que organiza festas a um Domingo??)

(Ah, e também não esperem que eu venha comentar vestidos e quem apareceu ou deixa de aparecer, para isso existem milhares de outros cantos e este não é bem um desses.)

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Gostaram de andar na escola?

Hoje entrei numa escola para entregar uma coisa a uma amiga que é professora e saí de lá com um nervoso miudinho terrível na barriga. A verdade é que não me posso queixar muito. A minha vida escolar até correu bem. Mas só até ao final do primeiro dia de aulas da 1ª classe. A partir daí foi sempre a descer. Recordo facilmente o entusiasmo do primeiro dia, depois de me terem dito que ia aprender a ler, oh e eu queria tanto aprender a ler! Claro que ninguém me explicou que isso não aconteceria num só dia e que teria que lá voltar durante anos e anos. Foi dos maiores choques da minha vida. Lembro-me perfeitamente de estar sentada numa cadeira perto da janela e de olhar para o pátio enquanto contava pelos dedos quantos anos daquilo tinha pela frente. Traumatizante. A 1ª classe correu muito mal, meteu psicólogo e tudo pelo meio, que eu, com apenas 6 aninhos, achei logo que aquilo era tudo uma grande perda de tempo. Finalmente um ano depois, com a grande maturidade dos 7, comecei a desenvolver a atitude que hoje considero o segredo de uma vida mentalmente sã, o I just don’t care, com o apoio de uma mãe fenomenal que me deixava fazer o que bem me apetecesse desde que as notas fossem boas. Que não sei muito bem como, mas eram. E lá andámos nisto durante muito tempo. Tive o privilégio de conhecer pedagogias e ambientes bastante distintos, desde os colégios particulares católicos com direito a saias de pregas, meias até ao joelho e avé-marias todas as manhãs, ao liceu público com a rebaldaria total. E em todas as situações fiz amigos para a vida e os únicos casos de bullying a que assisti envolveram professores a dar reguadas nos alunos, coisa que na altura era comum e da qual nenhum pai se queixava em prime time no telejornal. Quem se portava mal apanhava. Eram as regras e todos estavam de acordo. Foram anos estranhos ali na incerteza entre o estar a aprender e o perder tempo. Sim, sim, a frequência escolar ajudou-me a desenvolver capacidades de raciocínio, competências sociais, rebéu, béu, béu, pardais ao ninho. Mas não me venham cá com coisas. Em termos de vida prática, entre o infantário e o 12º ano não aprendi nada de útil que não pudesse ser condensado em 3 ou 5 anos. E assusta-me em quase 30 anos de vida ter passado a maior parte sentada numa carteira de escola. Depois de hoje ter passeado pelos corredores, perscrutado as salas, recordado o cheiro e o som dos passos no estrado do quadro, acabei por sair da escola com uma admiração ainda maior pela amiga de quem já gostava muito. Porque eu, por mais que me pagassem (que ainda por cima nem isso o fazem bem) seria incapaz de me levantar da cama todas as manhãs e voltar para uma sala de aulas. Mas muito admiro os corajosos que o fazem diariamente. Que se calhar são só malucos. Vamos não esquecer essa que é também uma hipótese perfeitamente a ter em conta, mas que não invalida a minha admiração.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Para quem ainda não percebeu o ciclo menstrual feminino



Como este é um blog extremamente educativo, a Belota explica. Há um óvulo (no filme "egg") muito histérico e feliz só porque sim. Quando o óvulo acaba de passear e encontra um sítio bom e confortável para ficar, aparecem os senhores maus que são os "blobs", com as suas palas nos olhos, barba descolorada e monocelha (o que assusta logo qualquer um) e arrastam o óvulo para fora do sítio bom e confortável. Tudo isto numa espécie de musical de gosto seriamente duvidoso. Mais esclarecidos agora?

terça-feira, 18 de maio de 2010

Conversa com o pai #7568

Eu: Podemos passar ali naquele supermercado que eu fui lá ontem comprar gás e não paguei?
Pai: Como assim foste lá e não pagaste??
Eu: Não paguei! O senhor disse que não se lembrava quanto custava a botija e que eu podia ir embora. Agora queria ir lá pagar...
Pai: Mas já o conhecias?
Eu: Não, mas ele disse para eu levar na mesma e não me preocupar. Até meteu a botija no carro e tudo porque era pesada...
Pai: Então e se não voltasses mais para pagar?
Eu: Não sei. O senhor não me pareceu muito preocupado...
Pai: Está mal, a mim nunca ninguém me dá nada. Deve ser porque eu não passo facilmente por uma miúda nova e loira.

(Graças a Deus papá, vamos não ter agora ideias malucas, ok?)