sexta-feira, 30 de abril de 2010

Há determinados raciocínios masculinos que eu nunca conseguirei antecipar

Conversa ao telefone com um ex-namorado de quem sou muito amiga, que trabalha no estrangeiro:

Ele: Estou em Portugal! Cheguei hoje e já te estou a ligar! Temos que combinar qualquer coisa. Como é que estás?
Eu: Tudo óptimo!
Ele: Trabalho? Aulas? Gajos?
Eu: Bem. Bem. Got my heart broken again. Mas isso uma pessoa chora três dias e depois anda para a frente.
Ele (verdadeiramente confuso): Again? Não percebo. A sério que não percebo. São cegos? Parvos? Mas quem é que passa a hipótese de estar contigo??
Eu: Hum... Tu?

(silêncio constrangedor de alguns segundos)

Ele: Mas eu fiquei 5 anos!


Ah ok, ainda não tinha percebido que a coisa se resumia a recordes de tempo.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Esta multiculturalidade toda baralha-me

Nenhuma loja chinesa vende roupa oriental. Por outro lado, túnicas marroquinas são coisa que não falta. E no caso de ser preciso ajuda, é só pedir. A um brasileiro.
Continuo com este ritmo e vou acabar por me apaixonar pelo senhor das portagens da auto-estrada. Pelo menos é o único com quem tenho contacto certo e diário (ou melhor, nocturno, o que me parece ter ainda mais potencial).

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Trabalho, aulas, trabalho, aulas, trabalho, aulas

E depois dá nisto. Sem tempo nem cabeça para escrever :S

sábado, 24 de abril de 2010

Ok, vamos tentar algo diferente...

Agradeço a preocupação de quem comentou o post anterior a pensar que eu estava desesperada a precisar de ajuda. Mas a ver se nos entendemos. Estes posts não reflectem a minha vida. Eu passo o tempo a dizer que este espaço não é só meu e por isso é que participamos todos com opiniões, que é um blog que generaliza as questões e os aspectos masculinos e femininos. Salvo os post específicos em que conto algo que me aconteceu, tudo o resto são temas gerais. Servem para nos rirmos um bocadinho com as questões triviais que nos rodeiam e, com sorte, aprendermos alguma coisinha. Mas se eu algum dia precisar assim de uma ajuda específica, prometo que não andarei com rodeios e que digo logo.
Tudo isto, no entanto, fez-me questionar o anonimato dos blogs e aquilo que imagina quem está do outro lado. Por isso, sim, este blog continuará a ser "anonimamente" da Belota. Mas visto que eu não tenho um perfil nem sítio algum onde possam pesquisar sobre mim, ajuda se eu revelar alguma coisa? Aproveitem o fim-de-semana para perguntar aquilo que quiserem, que na segunda-feira prometo um post com respostas. Mas só às questões que me parecem possíveis de serem respondidas. ;)

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Qual a melhor estratégia de comportamento para uma mulher interessada num homem?

Numa aula de debate na faculdade, uma colega lançou o tema “como se devem as mulheres comportar quando estão interessadas num homem?” e, claro está, ficámos todos na mesma. A questão não era dar o primeiro passo, engates de discoteca ou tentar reatar uma relação que terminou. A ideia era o que fazer naquela fase estabelecida em que a mulher já trocou olhares, já se mostrou receptiva, mas o homem não fez nada. Este não fazer nada implica de imediato algum desinteresse ou há a hipótese de eles nem terem percebido a coisa? E mesmo sem um interesse inicial, não conseguimos fazer com que eles mudem de ideias? Como devemos agir? Será melhor confrontá-los com o assunto (de forma simpática e de preferência sensual), ficarmos no nosso cantinho sem os assustarmos, ou jogarmos a cartada do desprezo provocante? Meninas, contem as vossas estratégias, mas sobretudo, meninos, expliquem-nos o que funciona melhor para vocês. Dava assim um jeitinho saber estas coisas…

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Devo andar mesmo cansada (ou maluca!)...

... quando acordo a meio da noite, confundo a luz encarnada de stand-by da televisão do quarto pela luz encarnada que indica que as portas do carro estão trancadas, e penso "bolas, adormeci dentro do carro no parque de estacionamento da faculdade!" Hahahaha

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Não custa nada e é tão importante!

Já uma vez vos tinha falado, aqui, do Banco de Dadores de Medula Óssea. E desta vez venho apelar ao mesmo, depois de me terem contado a história da Carolina Mello, na imagem ao lado, que aos 26 anos sofre de leucemia e ainda não encontrou um dador compatível. A inscrição no banco e a recolha de sangue faz-se em 10 minutos, não custa mesmo nada, e pode fazer toda a diferença para a Carolina e muitos outros na mesma situação. Eu estou inscrita desde o ano passado. Vocês estão à espera de quê? :)

terça-feira, 20 de abril de 2010

Os homens tornaram-se mais emocionais do que as mulheres?

Ontem falava com um amigo que me dizia que nós, mulheres, quando conhecemos um homem, conseguimos perceber logo se ele será um bom marido ou um bom pai para os nossos filhos, e que isso não é gostar de alguém, é racionalizar as coisas. Insistia que quando um homem conhece uma mulher não pensa em nada, e quando se apaixona não sabe porque se apaixonou. Simplesmente aconteceu. E quando acontece, é a sério. Continuava ainda que as mulheres, influenciadas talvez pela pressão de serem perfeitas, terem uma carreira de sucesso e tentarem estar sempre on top of the world, acabam por construir uma capa que as torna frias e inacessíveis à primeira vista. E que quando gostam, os homens esperam que elas mostrem interesse, que telefonem e enviem mensagens, que sejam precisamente aquilo que não somos com receio de os afastarmos. E lá está, por que razão fazemos isto? Porque racionalizamos demasiado as coisas. Eles não fazem nada. Limitam-se a gostar e a esperar que lhes mostremos o mesmo. Concluía o meu amigo que eles se deixam guiar pelo coração enquanto nós nos deixamos levar por aquilo que diz a cabecinha. E eu que cresci a achar que era exactamente o oposto??

Estas coisas enervam-me

A TVI teve há poucos minutos um oráculo no telejornal com uma só palavra. Dizia "Sussesso". Entretanto a apresentação da respectiva peça, que ainda não foi para o ar, já foi corrigida e passou a dizer "sucesso", com as letrinhas correctas. Mas foram uns bons 10 segundos da minha vida em que tive vontade de invadir a redacção de Queluz de Baixo e correr com aquela gente ao estalo. É que casos destes acontecem com muita frequência, e eu pergunto-me como é que se dão licenciaturas a jornalistas que não sabem escrever. Alguém me explica??

domingo, 18 de abril de 2010

As coisas são complicadas ou as pessoas é que as complicam?

Estávamos os dois sossegados, tudo a correr bem, bastou eu afastar-me um minuto para ir à casa-de-banho, que assim que voltei ele tinha pegado no Cubo Rubik que estava em cima da mesa e tinha desfeito todo o progresso que eu tinha conseguido nos últimos 3 dias. Num minuto apenas, conseguiu, todo querido e inocente, destruir o único quebra-cabeças que eu estava a conseguir resolver na minha vida. E nessa altura, juro que pensei “isto vai dar confusão”. Afasta-te Belota, foge. Run for your life. Mas não fugi. Porque acho que com tempo e vontade se consegue dar a volta às coisas. Que nem tudo é assim tão mau e que o copo às vezes até pode estar meio cheio. Que eu podia voltar a reconstruir o cubo da mesma forma que arranjaria maneira de ultrapassar os obstáculos que o novo menino trazia. Mas parece que numa relação a dois ser optimista sozinha não é o suficiente. E ele não o foi. Fuck men.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Falar por pontos

Ui, de cada vez que estamos a meio de uma troca de palavras mais acesa e alguém começa a falar por pontos, sabemos imediatamente que o caso está mal parado. Sabemos que aquilo não vai a lado nenhum e que a pessoa está mesmo aborrecida. Acredito que os homens também falem por pontos, nunca ouvi nenhum, mas acredito. As mulheres, por outro lado, adoram fazê-lo. Provavelmente porque têm uma facilidade imensa em articular diversas ideias ao mesmo tempo. Eles, normalmente, já não.
Como mulher que sou, compreendo perfeitamente a fala por pontos. É bastante simples e eficaz. O “ponto 1”, nem sequer é ponto nenhum, é só código para perceberem que a discussão está a começar e que só vão sair dali no dia seguinte. O “ponto 2” geralmente costuma ser a verdadeira razão por que estamos chateadas com eles. O "ponto 3" é a chave de ouro que não só prova que temos razão, como ainda remata a coisa de forma a ficarmos por cima. Costuma soar a algo como “E ponto 3, eu até sabia que isto ia acontecer, só não te disse nada na altura para não começares logo a dizer que lá estava eu com a mania”. E depois há ainda o excelente "ponto 4" que já nem enumeramos. Limitamo-nos a dizer “E eu tinha ou não tinha razão?”. E o que é que eles fazem enquanto estamos ali a contar as coisas pelos dedos? Nada. A fala por pontos encerra sempre qualquer discussão. Nós monopolizamos a conversa e eles no fim estão demasiado cansados de nos ouvir para arriscarem sequer contra-argumentar.
Por isso, meninos, quando na próxima vez ouvirem as palavras “ponto um”, sentem-se e respirem fundo. Oiçam tudo, acenem afirmativamente com a cabeça e nem tentem contestar. Não vale a pena. Quando a lista terminar liguem o computador e venham cá partilhar. Ponto 1, o blog existe para isso mesmo. Ponto 2, queremos mesmo ouvir o vosso lado para ver se nos entendemos. Ponto 3, sempre dá para rirmos todos um bocadinho. Tenho ou não tenho razão?

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Coisas simples que lhes passam ao lado I

Cuecas tanga e fio-dental

Não, não as usamos para nos sentirmos sexys. (Há quem as use num esforço bem conseguido de algo bimbo, mas deixo esses reparos à consideração da grande Katyzinha). Usamo-las simplesmente porque não nos marcam o rabo nas calças. É uma questão de insegurança. Simples, hum? ;)

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Lá dizia ontem na aula, o Miguel Sousa Tavares:


"Há um voyerismo da estupidez que é inato no ser humano"

Pois. Por isso é que quando eu falo de sexo e de cuecas do Snoopy, as visitas aumentam. O que vocês querem sei eu! ;)

Sobre como eu tenho saudades do Quique e o meu pai é um excelente comentador desportivo

Tenho saudades do Quique. Eu sei que o Benfica não ganhava nada quando o senhor lá estava, mas eu nem gostava de futebol e fui-me afeiçoando à coisa. Não ao desporto, mas ao senhor. E mesmo quando perdia eu gostava, que o senhor tinha aquele ar de cachorrinho abandonado que me fazia querer saltar do sofá directamente para dentro da televisão só para lhe poder fazer festinhas, coitadinho (aviso já que estão proibidos comentários sobre a Orsi, sim?). Tínhamos uma relação feliz nessa altura. O futebol e eu. Agora a coisa já não é a mesma e hoje já não faltei às aulas para poder ver o jogo. No entanto um Benfica-Sporting é sempre um Benfica-Sporting, e lá tive a brilhante ideia de ligar ao papá, em pleno trânsito na segunda circular, a pedir para ele me ir enviando mensagens de cada vez que alguma das equipas marcasse um golo. Ficou logo todo entusiasmado. Tão entusiasmado que perguntou três vezes a mesma coisa, não fosse falhar o pedido da menina:

Pai: Só envio mensagem quando for golo?
Eu: Sim, só quando alguém marcar, tanto faz quem, que é para eu ir acompanhando.
Pai: Está bem. Então sempre que alguém marcar o pai avisa.
Eu: Obrigado, mas só por mensagem que eu estou nas aulas e não vou poder atender.
Pai: Então e é só mesmo quando for golo?
Eu: Sim, havia de ser mais o quê? O relato inteiro via sms?
Pai: Pois... Não sei... Está bem. Então assim que alguém marcar, o pai avisa.

Pois que se passaram os 90 minutos de jogo e só no fim, quando já toda a gente na faculdade sabia o resultado, é que recebo uma mensagem a dizer "Benf 2 - Sport 0 Bjss" Chego a casa e ligo-lhe logo, claro, a agradecer o mini-relato que ele não fez. Responde-me com o ar mais inocente do mundo:

"Ah, era para eu avisar quando alguém marcasse, não era? O pai lembrou-se disso. Mas quando se lembrou o jogo já tinha terminado..."

E a parva no meio de tudo isto fui eu. Por acreditar que um homem podia ver um jogo de futebol e lembrar-se de mais alguma coisa ao mesmo tempo. Duh! Corrijo: que um homem se pudesse lembrar de mais do que uma coisa ao mesmo tempo. Seja ela qual for. Pronto, assim está melhor. Mais acertado.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Dia Mundial do Beijo

Não sou a maior fã de beijos. Gosto de beijinhos queridos e carinhosos na bochecha, gosto de beijos no pescoço, gosto deles na barriga, daqueles que fogem de lado para a cintura. Claro que me sinto bem se a pessoa de quem gosto me beija nos lábios. Mas não é a coisa que mais gosto. Não sou capaz de ficar uma hora a beijar alguém. Mesmo que seja a pessoa certa. Não acredito em beijar bem, beijar mal, ou saber beijar. As coisas sentem-se, não se aprendem. Gosto de colo. Gosto de festinhas nas pontas do cabelo. Na cabeça não, que faz barulho. Gosto das coisas únicas e especiais. E por isso não gosto de viver numa cultura em que se cumprimentam as pessoas com beijos na cara. Não gosto da banalização do beijo nem de manifestações públicas de afecto. Gosto de o beijar para o calar. Geralmente é quando não tenho argumentos e até já sei que nem tenho razão. Gosto do beijo como arma. Gosto dos beijos com uma razão. Os privados. Os escondidos dos olhares alheios. Aqueles que só a nós dizem respeito. Não gosto de beijos roubados. E nunca, nunca, irei gostar de um beijo só porque sim.

Frase do dia

Proferida por um menino, muito pouco totó, parece-me.

"Qualquer dia somos nós a pedir igualdade..."

Isto de ser homem num mundo cada vez mais das mulheres, deve ser completamente assustador.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Quanto tempo deve esperar uma mulher antes de dormir com um homem?

Esta era a questão das minhas colegas quando cheguei de manhã ao trabalho. Não se falava de one night stands e afins, mas mesmo daquela fase depois de estar completamente estabelecido o interesse mútuo. Isto, não sei se já perceberam, partindo do pressuposto que eles querem sempre, nós é que temos de nos fazer de difíceis. Vá meninos, encham lá a caixa de comentários a dizer que não é bem assim (não nos convencem). Não há uma regra, não há um manual de etiqueta em relação a sexo (e a falta que fazia), mas é uma coisa que nos ocupa a cabecinha. Até onde nos devemos fazer de difíceis? Não se chegou a conclusão nenhuma. A única coisa em que toda a gente estava de acordo, é que levamos mais tempo se gostarmos mesmo deles. Se acharmos que têm potencial para uma relação séria. (perceberam a dica meninos?) Tem algo que ver com o facto de acharmos que nos respeitam mais se não cedermos logo. E vocês? Que vos parece? As coisas devem surgir naturalmente, seja quando for, ou há ali um número mínimo de dates ou de dias contaditos no calendário até a coisa poder acontecer? Ora digam lá de vossa justiça...

domingo, 11 de abril de 2010

Campanha “Dove beleza real” (ou como é impossível agradar às mulheres)

Depois do sucesso inicial que obtiveram as campanhas da Dove em que figuravam mulheres com sardas, rugas, ou tamanhos acima dos que estamos habituados a ver na publicidade, o feitiço volta-se contra o feiticeiro, e parece que as vendas se andam a ressentir graças a mulheres pouco de acordo com o assunto. É que não sei se já repararam mas as campanhas agora resumem-se a modelos plus-size que de plus size não têm nada. Ora se as mulheres do Dove Curvas Perfeitas que se podem ver aqui ao lado são consideradas beleza-real-que-é-como-quem-diz-com-um-quilito-ou-dois-a-mais, esperem lá que eu vou ali atirar-me da ponte e já volto. Li recentemente algures que um estudo levado a cabo por uma universidade americana mostrou que as mulheres deixaram de se sentir confortáveis com estes anúncios. É que estas senhoras das campanhas que deviam representar o universo feminino real de quem está acima do considerado peso perfeito, não só não são gordas, como ainda têm tudo no sítio! Em termos de roupa, pessoalmente prefiro ver modelos de vinte ou trinta anos com corpos a sério, do que figuras escanzeladas de treze anitos. Mas em relação a estas campanhas de beleza, não me tentem convencer que aquilo é peso a mais e é bonito. É bonito precisamente porque elas estão óptimas e não têm peso nenhum a mais. Cada vez que vejo aquilo na televisão fico toda exaltadinha. Voltem lá a olhar para elas aqui ao lado. Dor-de-cotovelo. Muita! ;)

sexta-feira, 9 de abril de 2010

E pois que aqui a Belota lá cumpriu o sonho de ter um talk-show de entretenimento

Ok, foram só 10 minutos, gravados na faculdade, ninguém vai ver, mas serviu na mesma para me deixar contentinha. Quatro câmaras, muitas luzes, uma plateia fantástica (os meus super colegas), uma professora que eu sempre admirei, e um convidado que foi absolutamente genial e fez o favor de lá ir parar de propósito. Grande Luís Filipe Borges, a quem eu nem sei como agradecer!

Os 7 pecados capitais deram o mote e o diálogo fluiu com humor e boa disposição. (para quem não se recorda: Inveja, Avareza, Ira, Vaidade, Gula, Preguiça e Luxúria) Pelo meio da conversa, estas foram algumas das questões:


- Luís, como é que chegaste até onde estás agora? Estudaste Direito, licenciaste-te até com distinção, o que aconteceu a seguir? Preguiça para exercer?

- A razão da boina também vem dos tempos do curso de Direito. É uma imagem de marca ou uma vaidade?

- A Margarida Rebelo Pinto perguntou-te uma vez em directo quando é que tiravas a boina. Há até quem se pergunte se tens cabelo! É um pouco como a questão do Pedro Abrunhosa e dos óculos. Deve haver ali um problema na vista... Mas eu sei que tens cabelo e já vi fotografias tuas com cabelo, por isso a minha questão é: o uso prolongado da boina não te vai fazer perder o cabelo que tens?

- És uma pessoa avarenta? Poupas por exemplo dinheiro num jantar ou numa saída à noite com os amigos para poderes comprar uma boina nova?

- Ainda sobre a avareza, as pessoas escrevem para exorcizar os seus males e eu já te ouvi dizer que é uma óptima forma de poupares dinheiro em psicólogos. É por isso que escreves? Porque é que escreves?

- Tens um livro que se chama "Mudaremos o mundo depois das 3h da manhã". Porquê depois das 3h da manhã? É preguiça? Porque não agora? Já?

- És uma pessoa gulosa? Quem é que se lembrou de "A Revolta dos Pastéis de Nata"? Porque não dos D. Rodrigos ou das Francesinhas?

- No "5 para a meia-noite" partilhas o programa com mais 4 apresentadores. É fácil trabalhar deste modo? Não há ali uma pontinha de inveja entre vocês relativamente aos convidados ou aos números de audiência?

- Os teus programas são sempre em directo, é natural que existam coisas que por vezes não correm bem. Já te aconteceu ficares irado com alguma falha?

- Há ainda um pecado que não foi abordado nesta conversa, que é a luxúria. Diz-me lá a verdade, esta coisa de ter um programa na televisão, de ser conhecido, deve ajudar a conhecer miúdas giras...

E a pergunta que não tive tempo de fazer: Foste uma das primeiras figuras públicas a contrair o vírus da Gripe A, falou-se muito disso na altura e faz até parte da tua "descrição profissional" na wikipedia. Fizeste isso só para ter protagonismo, não foi?


E o que se aprendeu com isto? Que o LFB é um espectáculo. Super simpático, disponível, e com um sentido de humor genial. Agora digam lá vocês, não gostavam de ver as respostas a estas questões e o resto da nossa conversa? Ah pois é, então toca lá a escrever cartinhas aos senhores da televisão a dizer que querem ver a Belota no pequeno écran. A gerência agradece e pagará o favor com muitos beijinhos. Ou talvez não, que eu não sou cá dada aos beijinhos, mas um "eternamente grata" teria para oferecer com certeza. ;)
Se pudessem entrevistar o Luís Filipe Borges, mais conhecido pelo "Boinas" do "5 Para a Meia-Noite", o que é que lhe perguntariam?

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Sou tia!!!

E por isso parabéns ao V. que é lindo e perfeitinho como a mãe!

(e que vai ser estragado com mimos pela tia)

terça-feira, 6 de abril de 2010

Quem nunca passou por isto que meta o dedo no ar*

Estava a Belota cansadita de esperar que os carros parassem para atravessar a rua, quando decide aventurar-se a passo rápido e de saltos altos, entre as viaturas que passavam na estrada de calçada à portuguesa. Estrada de calçada à portuguesa. Está tudo dito. Claro que mesmo no meio da estrada, o salto prendeu-se numa pedra, eu dei um passo em frente já descalça, e depois tive que voltar para trás a fazer sinais à condutora (felizmente era uma mulher) preocupada que ela atropelasse, não a mim, mas o sapato. E toda a gente na rua a olhar para a estranha descalça que estava a interromper o trânsito. A senhora do carro quando percebeu que se tratava de um sapato, sorriu e fez-me sinal para levar o tempo que fosse preciso. O pior foi o carro que passava do outro lado com um homem ao volante e umas gargalhadas tão altas que eu o consegui ouvir mesmo com a janela quase fechada. Ser mulher é difícil. E às vezes dá azo a umas situações assim um bocadinho para o totós.

*as meninas, mas se aconteceu a algum homem, sintam-se livres para partilhar!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

A moda do bigode vai pegar?

O que não falta na História são bigodes famosos. Mas bem vistas as coisas também não faltam barbas, sobrancelhas como as de Frida Kahlo ou George Whipple, e até mulheres que deixaram de remover os pêlos das axilas por motivos de revolução social e sexual. Parece que o importante é termos algo que nos distinga. Ao ponto de o fazermos tão bem que de repente a distinção passa a ser a norma. Criam-se as modas. E qual é a próxima moda em termos de look masculino? O bigode. A sério, o bigode. Os meninos não podiam ter optado antes por uns abdominais definidos, aqueles músculos em forma de “v” no baixo ventre, não, decidiram antes deixar crescer um bigode. Muito mais prático, pois claro. É mesmo à homem. O DN, entre outras publicações, já comentaram o tema, a Vivienne Westwood desenhou bigodes nos rostos femininos de um dos seus desfiles, e até o nosso Dino Alves já fez algo semelhante. E afinal como é que isto começou? Com o Brad Pitt no filme Inglorious Bastards/Sacanas Sem Lei. Não é que o bigode de Pitt no filme fosse grande coisa, que não era. Não era um grande bigode nem em sentido figurado nem em sentido concreto, mas para eles foi o suficiente. Se o Brad Pitt anda de bigode armado em pintarolas a remover escalpes a nazis, visto que eles não vão passar a sair à rua munidos de uma faca para fazer o mesmo, olha, porque não deixar crescer só o bigode? Pode ser que o efeito seja semelhante. O problema é que ter bigode não é fácil. E entre o bigodinho à Hitler, os caracóis de Dali, o bigode do Hector Salazar na série 24 ou a versão porno do Ron Jeremy, a coisa começou a ser muita areia para a camioneta dos meninos, e agora é vê-los a saírem à rua com um look à ribatejano da Vila Faia ou drug dealer colombiano. E eu falo com conhecimento de causa, que tenho amigos a aderirem à coisa, e vi que não faltavam bigodes exibidos orgulhosamente na última ModaLisboa. Eu acredito que os bigodes sejam como todas as outras modas. Primeiro estranha-se, depois entranha-se. É como os chumaços. Duvido que tenha parecido muito normal a toda a gente quando nos anos 80 alguém se lembrou de sair à rua com um palmo de roupa a mais em cima dos ombros. Mas e se pudermos evitar a coisa antes de a entranharmos? Eu acho piada ao movimento para termos uma selecção de bigode no mundial. Mas é só isso. Um movimento. Não é para andarem todos na rua assim uma data de meses antes! De acordo com um jornal americano de sociologia e comportamento, os homens têm mais tendência a deixar crescer o bigode quando têm dificuldade em conhecer uma mulher. O que é logo meio caminho andado para não voltarem mesmo a conhecer nenhuma. Por outro lado, no universo masculino portador de bigode mas em relações estabelecidas, os pêlos têm tendência a serem removidos em caso de traição conjugal. Coisa estranha, eu sei, mas vamos manter em mente que estamos a falar de homens, não vale a pena tentar explicar. E enquanto a procissão ainda vai no adro, eu deixo-vos aqui o repto: bigode, sim ou não?

domingo, 4 de abril de 2010

Hahah muito bom, estes guionistas que escrevem para mulheres andam mesmo inspirados

Num episódio repetido de Glee agora mesmo na Fox Life:

"We had sex because you got me drunk and I felt fat that day"

"I felt fat that day"? É mesmo típico. Só uma mulher percebe isto. Lindo!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

That's it

Trabalho, aulas, trabalho, aulas, projectos para apresentar, post-its a lembrarem que tenho que tratar da casa, amigos a refilarem que não tenho tempo para ninguém, mulheres que eu continuo a não compreender, homens que não aprendem. Acabou-se. A partir de amanhã não há mais blog.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Pronto, está certo

Professor no início da aula:

"Queria pedir desculpa por ter faltado na aula passada, como avisei, estive doente. Ainda pensei em vir, mas sabem como são os homens com estas coisas, ficam logo gays."

Eu teria substituído o "gays" por "criancinhas", mas ok, quando eles são os primeiros a meter o dedo na ferida, aqui a Belota não mexe mais. :)

terça-feira, 30 de março de 2010

Homens... É que não se aprende nada com eles!

Podia ter sido protagonizado pelo meu pai, mas não foi. Estávamos na aula de escrita criativa a ouvir a apresentação de um sketch de umas colegas, onde entrava uma personagem chamada "Paxi de Melo". Já a tal "Paxi de Melo" tinha sido proferida em cena umas cinco ou seis vezes, quando me diz o meu colega do lado, em tom baixinho e muito confuso:

- Mas afinal quem é este "4 chinelos"?

segunda-feira, 29 de março de 2010

Feminismo (depois do tabaco vai voltar a ser a doer na caixa de comentários)

Muitos de vocês têm-me reencaminhado este e-mail por isso deve estar na altura de o publicar aqui. Antes que me batam, sabem bem o que penso sobre o assunto, mas não, não fui eu que escrevi este texto:

"São 6h30 da manhã, o despertador não pára de tocar e não tenho forças nem para atirá-lo contra a parede. Estou acabada. Não quero ir trabalhar hoje. Quero ficar em casa, a cozinhar, a ouvir música, a cantar, etc. Se tivesse um cão levava-o a passear nos arredores. Tudo, menos sair da cama, meter a primeira e ter de por o cérebro a funcionar.
Gostava de saber quem foi a bruxa imbecil, a matriz das feministas que teve a ideia de reivindicar os direitos da mulher e porque o fez connosco que nascemos depois dela?
Estava tudo tão bem no tempo das nossas avós, elas passavam o dia todo a bordar, a trocar receitas com as suas amigas, ensinando-se mutuamente segredos de condimentos, truques, remédios caseiros, lendo bons livros das bibliotecas dos seus maridos, decorando a casa, podando árvores, plantando flores, recolhendo legumes das hortas e educando os filhos.
A vida era um grande curso de artesãos, medicinas alternativas e de cozinha. Depois, ainda ficou melhor, tivemos os serviços, chegou o telefone, as telenovelas, a pílula, o centro comercial, o cartão de credito, a Internet! Quantas horas de paz a sós e de realização pessoal nos trouxe a tecnologia!
Até que veio uma tipa, que pelos vistos não gostava do corpinho que tinha, para contaminar as outras rebeldes inconsequentes com ideias raras sobre 'vamos conquistar o nosso espaço'... Que espaço?! Que caraças! Se já tínhamos a casa inteira, o bairro era nosso, o mundo a nossos pés! Tínhamos o domínio completo dos nossos homens, eles dependiam de nós para comer, para se vestirem e para parecerem bem à frente dos amigos... E agora, onde é que eles estão? Agora eles estão confundidos, não sabem que papel desempenham na sociedade, fogem de nós como o diabo da cruz. Essa piada, acabou por nos encher de deveres. E o pior de tudo é que acabou nos lançando no calabouço da solteirice crónica aguda! Antigamente, os casamentos eram para sempre. Porquê? Digam-me porquê... Um sexo que tinha tudo do melhor, que só necessitava de ser frágil e deixar-se guiar pela vida começou a competir com os machos... A quem ocorreu tal ideia? Vejam o tamanhão dos bíceps deles e vejam o tamanho dos nossos! Estava muito claro que isso não ia terminar bem.
Não aguento mais ser obrigada ao ritual diário de ser magra como uma escova de dentes, mas com as mamas e o rabo rijos, para o qual tenho que me matar no ginásio, ou de juntar dinheiro para fazer uma mamoplastia, uma lipo, ou implantes nas nádegas... Além de morrer de fome, pôr hidratantes anti-rugas, padecer do complexo do radiador velho a beber água a toda a hora e, acima de tudo, ter armas para não cair vencida pela velhice, maquilhar-me impecavelmente cada manhã desde a cara ao decote, ter o cabelo impecável e não me atrasar com as madeixas, que os cabelos brancos são pior que a lepra, escolher bem a roupa, os sapatos e os acessórios, não vá não estar apresentável para a reunião do trabalho. E não só mas também, ter que decidir que perfume combina com o meu humor, ter de sair a correr para ficar engarrafada no transito e ter que resolver metade das coisas pelo telemóvel, correr o risco de ser assaltada ou de morrer numa investida de um autocarro ou de uma mota, instalar-me todo o dia em frente ao PC, trabalhar como uma escrava, moderna claro está, com um telefone ao ouvido a resolver problemas uns atrás dos outros, que ainda por cima não são os meus problemas!!! Tudo, para sair com os olhos vermelhos - pelo monitor, porque para chorar de amor não há tempo! E olhem que tínhamos tudo resolvido... Estamos a pagar o preço por estar sempre em forma, sem estrias, depiladas, sorridentes, perfumadas, unhas perfeitas, operadas, sem falar do currículo impecável, cheio de diplomas, de doutoramentos e especialidades, tornámo-nos super-mulheres, mas continuamos a ganhar menos que eles e, de todos os modos, são eles que nos dão ordens!!!! Que desastre! Não seria muito melhor continuar a coser numa cadeira??
Basta!!! Quero alguém que me abra a porta para que possa passar, que me puxe a cadeira quando me vou sentar, que mande flores, cartinhas com poesias, que me faça serenatas à janela! Se nós já sabíamos que tínhamos um cérebro e que o podíamos utilizar, para quê ter que demonstrá-lo a eles?? Ai meu Deus, são 7h10 e tenho que me levantar da cama... Que fria está esta solitária e enorme cama! Ahhhh...
Quero um maridinho que chegue do trabalho, que se sente ao sofá e me diga: 'Meu amor não me trazes um whisky por favor?' ou 'O que há para jantar?'... Porque descobri que é muito melhor servir-lhe um jantar caseiro do que abocanhar uma sanduíche e beber uma Coca-Cola light, enquanto termino o trabalho que trouxe para casa.
Pensam que estou a ironizar ou a exagerar? Não, minhas queridas amigas, colegas inteligentes, realizadas, liberais e idiotas! Estou a falar muito seriamente... Abdico do meu posto de mulher moderna. E digo mais: A maior prova da superioridade feminina era o facto de os homens esfalfarem-se a trabalhar para sustentar a nossa vida boa! Agora somos iguais a eles!"

Ora bem, direitos à parte, onde é que isto vai terminar? Não me venham cá falar de igualdade, primeiro porque não somos iguais, e ainda bem, e depois porque nos dias que correm as mulheres não querem ser iguais. Querem ser mais que os homens. Quando é que arranjamos um ponto de equilíbrio?

quinta-feira, 25 de março de 2010

Neste blog fuma-se

Aliás, neste blog faz-se aquilo que se quer. Providenciando o respeitando pelos outros, como é claro. Muitos dos posts que aqui estão foram escritos com a mão direita enquanto a esquerda segurava um cigarro. Eu não fumo muito. Fumo 3 a 5 cigarros por dia. E espantem-se os não-fumadores: eu sei que fumar faz mal. A sério! Não é fascinante? Eu fumo e sei que fumar faz mal. Incrível! Por isso não preciso que me estejam sempre a lembrar do mesmo. É que caso eu não soubesse, está escrito nos maços. E eu sou confrontada com essa informação pelo menos as tais 3 a 5 vezes por dia. Não estou de acordo com a proibição do fumo em espaços nocturnos. Banirem os cigarros numa discoteca, para mim, anda a par com tirarem o álcool ou a música. Mas não vou para a porta desses espaços refilar. Respeito os outros e escolho um sítio diferente para ir abanar a cabecinha. Também não vejo ninguém a confrontar pessoas bêbedas com informação sobre doenças hepáticas, ou os menus XL do McDonald’s a serem proibidos a pessoas com mais de cem quilos. E muito sinceramente vai tudo dar precisamente ao mesmo. E depois ainda há o grande argumento proferido ultimamente do “fumar não está na moda”. Não está na moda? Epah, então agora é que eu vou mesmo deixar de fumar! Give me a break. Eu não fumo dentro de um restaurante (oh e se gosto disso), não fumo perto de crianças, e apago sempre o cigarro se vejo que isso incomoda alguém. Deste modo, se eu respeito os não-fumadores, parece-me no mínimo justo que me respeitem a mim também. Dito isto, com excepção dos meus pais cuja função é alertarem-me para estas coisas, a próxima pessoa que me abordar com aquele ar normalzinho e inocente mas de quem está na posse de um relatório médico ultra secreto sobre a nicotina, vai perceber que, de facto, os cigarros também matam os fumadores passivos. Ou pelo menos engasgam-nos. É que eu tenho a certeza que não se vão sentir muito confortáveis quando eu lhes enfiar o maço inteiro, devidamente apagado, pela garganta abaixo.

(E quando decidir deixar de fumar, agradeço igualmente que não me venham dar os parabéns. É uma decisão pessoal como outra qualquer. Não é uma festa pública.)

quarta-feira, 24 de março de 2010

"Muito bem"

Ora aqui está mais uma expressão que devia gritar perigo a qualquer homem que a oiça. Já notaram como os entrevistadores têm o hábito de dizer “muito bem” assim que os entrevistados terminam uma resposta? Sobretudo as entrevistadoras. O “muito bem” é uma muleta de discurso que nos permite ganhar tempo. É um substituto do “hum” e do “pois”. É o que dizemos quando não sabemos o que dizer. Agora transpondo isto para uma relação, pergunto-vos eu: quando é que uma mulher não sabe o que responder a um homem? Quando?! Nunca! Por isso meninos, quando em qualquer argumento nós nos sairmos com um “muito bem”, que geralmente até denota logo algum ar de desprezo ou de desdém, preparem-se. Estamos apenas a ganhar tempo em vez de partirmos logo para a violência. Não é que não cheguemos lá, à violência, mas preferimos deixar a coisa a marinar. Estamos a guardar o assunto como arma a disparar no melhor momento. Agora lembrem-se disto na próxima discussão em que ela vos atirar à cara algo que disseram há três meses atrás e de que já nem se lembram. Aposto que na altura levaram com um “muito bem”. Quase de certezinha.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Estou no trabalho a tentar escrever um artigo sobre o Dia Mundial do Sono e não consigo chegar a nenhuma conclusão sobre a data correcta. Há quem aposte no dia de hoje, 19, e quem defenda o dia 21. Isto assim não vai a lado nenhum. Então esta gente que decide estas coisas não chega a um consenso? Qual é a dificuldade? Estão todos a dormir?

O meu pai é melhor que o vosso

Mesmo. Não querendo ferir susceptibilidades. Mas é mesmo. E neste post não são admitidas contestações. :)

quinta-feira, 18 de março de 2010

Parece que ando a assistir a reruns da minha própria vida

Conversa com o pai na semana passada:

Pai: Podíamos ir ver os Wonderful People!
Eu: O que é isso?
Pai: É no Casino Lisboa, é como aqueles azuis mas estes são brancos e cantam.
Eu: Ah os Voca People.
Pai: Hum? (calmamente) Wonderful People.
Eu: Chamam-se Voca People.
Pai: Não é isso. Wonder People?
Eu: Não, é Voca People. Tenho a certeza.
Pai: Wonderland? Olha que o pai acha mesmo que se calhar é Wonderland.
Eu: Não, é Voca People.
Pai: Está bem, então se calhar o melhor é comprares tu os bilhetes.

(10 segundos de silêncio depois)
Pai: Como é que é? Wunder People?

Isto é a história dos Blue Man Group all over again...

Um brinde à pior semana de trabalho de sempre

Ok, não foi a pior, é verdade. Mas foi aquela em que eu perdi a paciência. Mesmo. Alguém está comigo?

segunda-feira, 15 de março de 2010

ModaLisboa '34

Depois do ano passado em que jurei a pés juntos que nunca mais meteria os pés na Moda Lisboa (nesse ano ainda Moda Lisboa-Estoril que depois não era nem num nem no outro mas sim em Cascais) a Salsa lembrou-se de participar no evento, e aqui a Belota lá teve que tirar os saltos altos do armário e rumar até ao Terreiro do Paço. Na edição anterior vi apenas o desfile da Ana Salazar, que me interessava por motivos vários, e neste ano fiz precisamente o mesmo. Decidi-me pelo da Salsa e ficámos por ali. Acontece que cheguei lá e apanhei a surpresa da minha vida. Gostei daquilo. Não tinha nada a ver com Cascais. A organização muito melhor, o espaço fantástico (tirando o facto de ser impossível estacionar o carro), a entrada com muito bom ar e com uma iluminação óptima, e os desfiles atrasados 1 hora. Tendo em conta que no ano passado os atrasos eram de 2 horas, parece-me que estão no bom caminho. Isto lá para 2032 a coisa encarrila e começa tudo à hora marcada. Mas o melhor do regresso da ModaLisboa a Lisboa, foram as pessoas. As pessoas aderiram, voltaram a acreditar no evento, a interessar-se pela moda. Já não era só aquela coisa de lá estar para se dizer que se foi. É que a minha paciência para isso estava completamente esgotada. As filas mantiveram-se, contra isso nada a fazer, mas nada que uns Martinis distribuídos por umas meninas giras não ajudassem a disfarçar (disfarçariam ainda mais se fossem uns meninos giros, mas vá, não se pode pedir tudo). O desfile da Salsa não desapontou. Quer dizer, a mim desaponta-me sempre saber que tenho que ficar 6 meses à espera que as peças cheguem às lojas, mas em relação a isso nada a fazer. A marca esteve muito bem. Adorei os barretes, as camisolas largas, os lenços e cachecóis, as mini-saias ultra minis, e as luvas. Oh as luvas de pele cor-de-rosa com os botões de lado. Eu quero!!! Agora!!! Para quem não esteve presente, fica o desfile completo nos vídeos em baixo. Num dos lugares da assistência estava aqui a Belota, sentadinha confortavelmente, a olhar para os jeans modelo skinny que passavam e desesperada a pensar “bem , lá vou eu ter que ir para o ginásio no Verão para caber nas calças no Inverno”. É que isto de jeans skinny não é para mim. Mas lá que são giros são...

ModaLisboa '34 desfile Salsa parte 1

ModaLisboa '34 desfile Salsa parte 2

Eu gostava de vir cá falar sobre a Moda Lisboa, mas a coisa está complicada. Prometo que já cá volto.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Alguma coisa está errada com o meu ritmo de vida quando chego a casa e vejo um post-it com a minha letra, colado na porta, a dizer "estender roupa, comprar comida".

quarta-feira, 10 de março de 2010

Tudo está bem quando acaba bem

Aqui há uns poucos dias, estava a caminho da faculdade e atropelei um gato. Um gato suicida, que eu ia sossegadinha e calmamente, vi o gato na berma da estrada, e só quando eu vou a passar é que ele resolveu atirar-se para baixo da roda. O barulho foi indescritível. O gato andou aos trambolhões por baixo do carro, eu aos gritos agarrada ao volante, tudo uma experiência muito boa e a repetir. Depois de encostar o carro e respirar fundo umas vinte vezes, voltei para trás para ver se o gato estava vivo e a sofrer na estrada. Não sei muito bem o que faria nesta situação mas a verdade é que não conseguia seguir em frente como se não tivesse acontecido nada. Fiz a mesma estrada três vezes, e o gato, nem vê-lo. Lá segui caminho para as aulas mais descansada. Chego ao parque da faculdade, diz-me logo o senhor da cancela “A menina bateu com o carro? É que tem aí uma coisa presa na roda!”. Pronto. Era o gato. Claro que pensei logo que era o gato! E sair para ir lá ver? Está bem, está! Estacionei o carro, saí sem olhar, e no intervalo arranjei um colega voluntário à força para ir ver o que se passava. O gato felizmente não estava lá a esvair-se em sangue, mas tinha partido uma peça inteira que ia de uma roda à outra. Lá se arranjou aquilo provisoriamente e eu segui para casa sem problema. Ontem tive um dia daqueles... No emprego tudo em stress. O computador avariado há 15 dias e trabalho marcado até para o fim-de-semana. Meto-me no carro ao final da tarde para ir para as aulas, ligo o rádio na Antena 3 para ouvir a Prova Oral, e falava o Fernando Alvim precisamente sobre stress. Adequado. É nisto que oiço um barulho enorme e passo por cima de algo. Tinha caído a peça que estava partida e toda a protecção da parte de baixo do carro. Tudo. Caiu tudo! Raios partam o gato, que aparentemente o carro não o conseguiu. Lá vai o papá ter com a menina à auto-estrada, espreita para baixo do carro e diz “Então tu não vês que falta aqui uma peça enorme?”. Vi, claro que vi, até porque eu sei exactamente o que é suposto lá estar ou não. Ou me aparece uma seta vermelha gigante com a legenda “o problema está aqui”, ou eu bem que podia ter ficado a olhar para o carro. Resumindo e concluindo, é mandar vir peças novas, andar uns dias à boleia, e gastar uma fortuna no arranjo. Tudo isto por causa de um gato. Que sobreviveu. E do qual eu ainda senti pena. Estúpida! Peço boleia ao pai para apanhar o resto das aulas, chego lá e tenho que apresentar um trabalho de grupo feito ali em cima do joelho durante as apresentações dos colegas. Bateram-nos palmas e conseguimos uma nota de 9,5 numa escala que vai até 10. Compensou pelo dia inteiro. :)

segunda-feira, 8 de março de 2010

Não percebo por que razão tenho um dia que me é dedicado, pelo simples facto de ter nascido com um pipi.

sábado, 6 de março de 2010

Eternal sunshine of the spotless mind

E vocês? Se pudessem apagar alguém da vossa mente, fá-lo-iam?

sexta-feira, 5 de março de 2010

Gosto deste tempo

Gosto deste tempo sobretudo porque me chove dentro do carro. Mas só em cima do banco do condutor. E se há coisa que eu gosto é de sentir o rabinho molhado e aquele cheiro a humidade. Que dito assim até parece uma coisa porno-duvidosa. Mas não é.

"Eu também tenho uns boxers com caveiras cor-de-rosa. Mas não os uso num primeiro date" - disse ele

Pois, mas aqui do lado feminino, desde que não usem slips, a coisa está bem. Quanto aos bonecos, nós já não esperamos grande maturidade vinda de vocês anyway.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Isto de cuspir para o ar é muito giro. Sobretudo quando nos cai em cima.

Estava eu a ler os comentários ao post anterior, quando me lembrei que devia era ter ficado caladinha, que também tenho telhados de vidro. E para me redimir, achei que o melhor era humilhar-me um bocadinho aqui perante vós. E meter a culpa em mais alguém, que é uma coisa que dá sempre jeito. E neste caso a culpa é inteiramente da Oysho. Já aqui tinha falado, recentemente até, em como nós gostamos de nos preparar para um date, ou para a hipótese de as coisas virem a acabar em sexo. É importante sentirmo-nos bem connosco mesmas. E isso envolve maquilhagem, perfume, depilação, e, sobretudo, uma lingerie sensual. Ora tinha eu acordado para um dia banal, ou assim pensava, quando me liga um menino com quem eu já tinha saído umas vezes e por quem tinha uma atracção enorme. Fomos sair, a noite não podia ter corrido melhor, e está-se mesmo a ver onde isto vai parar, certo? Pois que eu digo-vos onde é que foi parar. Foi parar a casa dele, tudo muito entusiasmado e a correr muito bem, quando de repente, dou por mim bloqueada com apenas um pensamento na cabeça. É que naquele dia eu tinha vestido umas cuecas com o Snoopy. E naquele momento, não me ocorria mais nada senão isso. É claro que se tivermos dezasseis anos, ainda podemos jogar a cartada da inocência e fazer daquilo algo excitante, mas aos vinte e muitos a coisa só pega durante um minuto e convém ter outra jogada antecipada. Que eu não tinha. O que é que aconteceu? Fiz a pior coisa que podia ter feito. Ele aproximou-se do primeiro botão dos meus jeans e eu gritei “tenho umas cuecas do Snoopy”. Foi bonito. Sobretudo apropriado para o momento. Claro que ele me respondeu aquilo que qualquer homem diria na mesma situação, “quero lá saber o que tens vestido”. Mas não antes de olhar para mim e rir durante cinco segundos na minha cara. O resto da noite até correu bem, mas o pior é que eu tenho a certeza que um dia, estarei casada (com outro), terei filhos, cruzar-me-ei com ele ocasionalmente na rua, e é mais que garantido que o menino olhará para mim, e dirá sem hesitação, “então, e as cuecas do Snoopy?”.

quarta-feira, 3 de março de 2010

“Cresce o número de mulheres adultas que usam roupa infantil”

Esta era a chamada de uma peça que deu ontem no telejornal. Para começar convém deixar explícito que aquilo a que se referiam não é bem usar roupa infantil. Usar roupa infantil é quando vou à Benetton e compro uma t-shirt para 8 anos que me fica justinha. Isso é usar roupa infantil. Usar roupa com bonecos feita com o tamanho de uma mulher adulta, não é usar roupa infantil. E consoante os bonecos escolhidos e o tom exagerado de cor-de-rosa, desculpem-me as cinquenta mil aficionadas, mas é capaz de ser apenas parvo e muito pouco adequado. Os especialistas chamam-lhe “moda regressiva” e afirmam que assenta na necessidade de reviver a infância e prolongar a juventude. Eu continuo a achar que uma mulher crescida que vá trabalhar com uma camisola com o desenho de uma Hello Kitty maior que a própria cabeça, não pode esperar ser levada muito a sério. O pior é que a moda está para ficar. Por mim garanto-vos – e tive muito trabalho para arranjar um vestidinho assim girito para a imagem superior – que não me apanham com gatinhos cor-de-rosa, desenhos de Barbies, My Little Ponies e afins. Até porque essas coisas já me enjoavam quando era pequena. Agora se me arranjarem uma t-shirt com o Monstro das Bolachas a coisa já muda de figura...

terça-feira, 2 de março de 2010

Afinal quem precisa de umas lições é o pai


Pai: Sabes o que é que o pai fez no outro dia? Foi sair para o Jézebel. Aquilo é muito giro, havia pessoas da minha idade e as mulheres atiraram-se todas a mim! Pareciam desesperadas!
Eu: Claro, é uma discoteca cheia de pessoas divorciadas e bêbedas...
Pai (extremamente espantado): Mas eu estava com uma amiga! Parecia que elas gostavam mais de mim ainda por eu estar com uma amiga!!

Hum... sim. Já cá falámos disso várias vezes. O papá anda a falhar. Tenho que recomendar umas leituras aqui no blog.

Desafio grávidas - só até amanhã!

Eu, que vou ser tia no mês que vem e que tenho uma amiga que é a grávida mais gira que já vi, acho muita piada a esta ideia. É que a Salsa anda à procura de protagonistas para a próxima campanha da nova linha pré-mamã. Mas as inscrições só estão abertas até dia 3 de Março. Por isso, se for o caso ou se conhecerem alguém interessado, enviem uma fotografia de cara e outra de corpo inteiro, junto com as medidas actuais, o estado de gravidez e contactos, para mkt@salsajeans.com. Toca a despachar! Se alguma for escolhida, depois não se esqueçam de vir cá mostrar o resultado da campanha!!