sexta-feira, 7 de maio de 2010

Será que estamos limitados a um único grande amor na vida?

Ontem dizia o Mário Augusto numa aula, que a pergunta que mais lhe custa responder é quando o questionam sobre o filme da sua vida. Afirmava que não há um filme das nossas vidas, mas filmes consoante as etapas das nossas vidas, e que aquilo que podemos gostar hoje pode não nos fazer sentido daqui a uns anos. Porque mudamos, porque as coisas se alteram em nós e à nossa volta. Ora os filmes mexem connosco. Comovem-nos, arrancam-nos bocadinhos durante a trama, fazem-nos suspirar por isto ou por aquilo e quando são especiais dão-nos uma vontade enorme de os partilhar com o mundo. São como as paixões. E se por um lado me assustam estes amores fugazes, a inconstância do “hoje posso gostar muito de ti mas se calhar amanhã já não”, por outro agrada-me a ideia de não ficar limitada a apenas um grande amor na vida. Porque se de facto os amores forem como os filmes, terei sempre na preferência mais do que um, e acredito sem sombra de dúvida que todos se mantêm especiais e que um dia poderei voltar a surpreender-me.

16 comentários:

Capitão Microondas disse...

Há uma autora que diz que teve dois embora sendo quem é não seja grande exemplo (na minha opinião) pois não me parece que jogue com o baralho todo (MRP). Obviamente é possível ter mais do que um grande amor na vida, o que não invalida que, até um dado momento da mesma ou no final não consiguemos eleger, entre os que tivemos, o que foi mais marcante. Mais importante do que saber se podermos ter mais do que um grande amor na vida parece-me ser ter a capacidade de distingirmos amores de coisas que não o foram/são e ter a capacidade de amar e saber o que é isso do amor, senão não vale a pena pensar e quantificar aquilo que não se sabe viver ou compreender.

Sabor Adocicado* disse...

que lindo texto. espero que sim, que toda a gente viva vários grandes amores, mas gostava de acreditar que há um que se destaca sempre :D

Amoreca disse...

Vou um bocado na linha do capitão. Amor é uma coisa, paixão, atracções, e por aí fora, é outra. Importante é de facto saber amar,com aceitação e entrega e sem medo de enfrentar contrariedades. Isso é o mais difícil, porque vivemos numa sociedade onde tudo é descartável e à mínima incompatibilidade, cai-se muitas vezes na tentação de se achar que se está no "lugar" errado. E às vezes não é bem assim... é preciso dar tempo ao amor para se revelar.
Também já li e ouvi de múltiplas fontes que na vida se tem dois ou três grandes amores, mas também há quem passe a vida a procurá-lo e nunca chegue a ter um único.

Lisboa disse...

Como já alguém disse "o que pode ser verdade hoje, pode ser mentira amanhã". Nos amores tal como em tantas outras coisas o mesmo se passa. Somos bichos em mutação, evoluímos, mudamos, crescemos. Somos inocentes e procuramos umas coisas, depois crescemos e queremos outras. Pelo meio temos amores e desamores. Acredito que na altura são o amor da nossa vida. Mas se o deixarem de ser, continuamos a crescer e depois havemos de encontrar alguém que encaixe na nossa nova forma. Nessa altura será um amor da nossa vida. Até porque para mim, para ser um amor da nossa vida, basta que nos entreguemos sem reserva, sendo que para isso basta não termos medo de perder ou sofrer. Já que só não se molha quem não anda à chuva...mas é tão bom andar lá fora...

Planante disse...

Gostei do texto, mas gostaria ainda mais se, em vez de "aquilo que podemos gostar hoje", estivesse "aquilo DE que podemos gostar hoje". Obrigado.

Poetic GIRL disse...

Claro que é possível ter-se mais do que um amor... nem todos temos a sorte de conhecer a pessoa com quem ficamos logo à primeira, por isso iremos amar quantas pessoas fôr necessário até encontrarmos a tal. Eu acredito nisso. bjs

Lita disse...

Será que o grande amor da nossa vida é a pessoa com que ficamos no final?? Ou é aquela pessoa que ainda nos assalta os sonhos quando dormimos no peito de quem amamos??

fica a questão?

a magia do que ficou por acontecer é sempre a mais mágica...

***

Izzie disse...

eu espero que as pessoas vivam grandes amores na vida, mas acredito que há sempre "Aquele", o especial, o maior de todos, mesmo que não dê certo, mesmo que não seja para sempre

Planeta M (Marlene) disse...

A Paixão e a Atracção podem extinguir-se... Mas se existir Amor, mesmo após uma separação, este prevalece... A diferença é que passa a se exprimir através de outras formas de afecto... Como é o caso da Amizade... Um Grande Amor nunca acaba.
Tive relacionamentos em que nada ficou... Aí, garantidamente, não transitei para a fase do Amor.

Planeta M

Fatyly disse...

Nas várias etapas da vida (e eu já tenho várias lol), "Porque mudamos, porque as coisas se alteram em nós e à nossa volta" ninguém está "limitado a um único grande amor na vida", tal como um filme que nos marcou.Muitos anos depois ainda me lembro e revejo com a mesma sensação um dos filmes mais marcantes "Um homem e uma mulher", hoje considerado foleiro, mas marcou-me pela positiva!

Há quem tenha tido apenas um amor, outros vários, mas todos eles foram "especiais e marcantes" enquanto duraram. O que eu acho é que hoje muda-se de amor como quem muda de camisa, ou seja, ao pequeno embate, contrariedade, aborrecimento, em vez de ponderarem, conversarem (ahhhh como existe tanta falta de diálogo)...não...pshiuuu vai-te embora e ponto final. Conheço vários casos que ao fim de anos voltaram aos mesmos e mesmas e como explicar isso?

Para os sentimentos não há e nem deve haver limitações, poderás mais tarde sentir outras limitações:)...tal como eu adoro trepar muros, sentar-me neles e saborear um fruta gamada e sem ser lavada. Ah pois linda, hoje mais dificil do que há 10 anos atrás, mas para tudo há que se usar a cabeça (máquina jamais insubstituivel) e imaginação...era alto e descobri dois tijolos e subi, ora pois...

Na construção dos sentimentos todos os dias devemos trabalhar "os tijolos da vida" e a surpresa gratificante surgirá do nada!

Raul e Joel Carvalho disse...

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Francisco del Mundo disse...

Claro que não! E podemos ser felizes com todos eles...;)
Beijo lindona

Anónimo disse...

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Fada disse...

Belota, este teu texto está lindo!!!

Posso dizer-te que tive 3 GRANDES AMORES: um aos 15 (durou 3 anos), outro aos 19 (o meu ex-marido e durou 7 anos) e outro aos 30 (durou quase 4 anos).

Além disso, tive paixões que me fizeram vibrar e sentir e rir e chorar e sonhar.

Estarmos limitados a UM grande amor, é quase como dizerem que só gostaremos do 1º filho, e não gostaremos do 2º ou do 3º.

As pessoas são diferentes, e nós também mudamos com o tempo e é isso que torna a vida e os sentimentos tão fascinantes.

E o nosso coração é grande e cabem cá muitas pessoas e muitos amores, e cada um tem o seu tempo e o seu espaço.

Beijinhos, minha querida :)

Diogo disse...

Até poderia ser eu a escrever este texto se soubesse como. Identifico-me muito com o que escreveste. :)

Maria a Vermelha disse...

Eu neste momento amo incondicionalmente dois homens. Um alto, moreno, extraordinariamente analítico e mais velho do que eu 10 anos e um menos alto, loiro, extraordinariamente emocional e da mesma idade que eu.
Gosto de estar com os dois, faço amor com os dois, um sabe da existência do outro, e acho-me a mulher mais feliz do mundo, excepto quando penso no quanto isto irá durar.
Ambos querem viver e casar comigo, e eu quero fazê-lo com os dois; quando as minhas amigas me perguntam: mas não ficas maluca? Respondo que sim, que é horrível viver assim, mas é tudo mentira, nunca fui tão feliz, só não lhes conto, porque acho que não consigo esconder (excepto do e da minha e meu melhor amigo) que estou eufórica e que deixei de ver mal na minha peculiar situação amorosa.
Sei que não terá um bom resultado, pelo menos é que me diz a voz da razão (extraordinariamente manietada pela cultura social vigente, mas é-me irresistível, morreria se tivesse de abdicar de um deles, é que eu nunca tinha amado ninguém, e a se a vida me presenteou com dois amores foi porque provavelmente eu merecia.