quarta-feira, 22 de abril de 2009

"Don't wonder why people go crazy. Wonder why they don't."

Depois de ter estado a ver Anatomia de Grey (de onde retirei a frase do título), fiquei a pensar na seguinte questão:

É preferível um amor irreal, com alguém que existe apenas na nossa cabeça, mas que nos faz feliz,
ou
devemos antes manter a cabeça no mundo real mesmo que isso implique uma vida banal?

(é um bocadinho a velha questão de "maluquinho mas feliz ou mentalmente são e resignado?")

Sugestões...? Alguém...?

27 comentários:

Ruben Alves disse...

Penso que um intermédio dos dois é sempre mais adequado do que uma visão "louco" vs "não louco".
Pode ser alguém que não nos faça 100% feliz mas com a qual sabemos que podemos sonhar e continuar a evoluir durante muito tempo (daí valer a pena investir), e ao mesmo tempo que nos mantenha num mundo real... E se calhar é a visão difícil de se conseguir. Visto ter que se tratar de alguém de real, logo não depende directamente da nossa mente...

Walter Fane disse...

Amor platónico já era.
Eu cá prefeiro o mundo real. Relações cruas com tudo o que implicam. Para mim, saber viver é isso mesmo. É cair e levantar, é naufragar e sobreviver... Assim é o amor em todo o seu explendor (bolas que até rima!)

Ms. Myself disse...

Humm.. Questão dificil... Mas acho que prefiro sempre a realidade... Ao menos passamos por altos e baixos, mas continuamos... Nem que seja sempre na esperança de encontrar o principe encantado, mas pelo menos nao deixamos de desejar.. No mundo irreal, não mete piada! é tudo perfeito... Não há aquela cena das discussões, por vezes parvas, mas que depois quando se perdoa, é como se nada se tivesse passado.. :)
Por vezes sofremos no mundo real mas isso é uma condição da vida.. Tem de ser!
Viva às pessoas sãs e às vezes resignadas! :p

Sandra disse...

Para mim parece-me melhor um intermédio entre os dois: nem demasiado com os pés na terra nem demasiado a flutuar. Um pouco de loucura doseada sabe sempre bem :)

kinesthesia disse...

É-se mentalmente são sem se ser feliz?

Estou farto de ver pessoas resignadas, que compram seguros e que usam capacete.

Arrisca, atira-te, queima-te, magoa-te. Pode ser um salto no vazio, mas se nunca saltares nunca vais ter uma perspectiva total do que é a vida.

Que se lixe o cuidado.

@line-;-- disse...

prefiro a vida real e quem disse que ela tem que ser banal?

disposição e sensibilidade para encontrar o homem "ideal", é isso que precisamos ter.

Bjnhos

kinesthesia disse...

E vou comentar outra x porque só agora li os outros comentários.

É que é cada disparate maior que o outro.

Por ordem:
"Penso que um intermédio dos dois é sempre mais adequado"

Mas que raio! alegrias compradas a prazo? Mas alguém se contenta com um empate? Crap.


Outro:
"Amor platónico já era.
Eu cá prefeiro o mundo real."

Mas o que é o mundo real? é o que se aprende na escola? é o que sentem os sentidos? O mundo real é diferente pra cada um de nós, logo nao há -O- mundo real. Claramente este senhor nunca se apaixonou, ou sim, depois se magoou e não aprendeu nada com isso.

"Viva às pessoas sãs e às vezes resignadas! :p"

...fonix! sem comentários.

"Um pouco de loucura doseada sabe sempre bem :)"

Loucura doseada... é tipo aquela que se compra com um bilhete pra montanha russa na feira popular?

Que malta mais sem sal.
Tomem tino. A única verdadeira loucura no na vida é não viver a vida loucamente.

Anónimo disse...

Sou fã incondicional da anatomia de grey e das inúmeras lições de vida que a série nos proporciona.
Uma delas é essa mesma viver o dia a dia com todos os acontecimentos que daí poderão decorrer. Com certeza existirão momentos mais loucos e menos inspirados.

Madame Butterfly disse...

Também vi esse episódio. E também fiquei com a mesma dúvida. Até porque sou daquelas pessoas constantemente insatisfeita com tudo o que a realidade me dá, logo, encaixo na perfeição no papel da Izzie Stevens.

Belota disse...

Pois, é que a mulher do episódio estava tão feliz com uma história de amor que todos lhe diziam não existir a não ser na cabeça dela (e estavam enganados claro que isto é uma telenovela à americana), que uma pessoa até considera a ideia de não ter uma percepção correcta do mundo mas atingir tamanho estado de felicidade...

summer disse...

O mundo real é o melhor, mesmo que isso implique sofrer, a vida sem sofrimento também não é vida.

Larose disse...

.....oh mulher atira-te de cabeça!
Aquele amor e paixão que tremes tudinha só a imaginar ...... haja loucura ....que é o melhor !

Sara disse...

anatomia de grey e msm fabulosa uma serie que adoro... dilemas de vida que no fim de tudo me deixam sempre de lagrimazita no canto do olho.

Sara disse...

e sinceramente quem tem essa visao louca e porque ama, quem normalmente e muito raccional ... o amor tb e racional... e que amor é racional???

Pipoca disse...

Eu devo ser a pior pessoa para opinar sobre Amor nesta altura... se chegares a um veredicto avisa aqui a Pipoca, ok? Beijinhos

Pipoca disse...

Eu devo ser a pior pessoa para opinar sobre Amor nesta altura... se chegares a um veredicto avisa aqui a Pipoca, ok? Beijinhos

Eu Mesma! disse...

Sinceramente....
nesta altura do campeonato...

escolho a segunda opção...
devemos antes manter a cabeça no mundo real mesmo que isso implique uma vida banal....

sonhos são mesmo isso....
sonhos....
e a vida ja tem demasiadas ilusoes... não precisamos de adicionar mais umas tantas :)

Menina do Mar disse...

A minha sugestão é o mentalmente são e feliz! até porque mesmo os "sãos" tem sempre um bocadinho de loucos, "de medico e de loucos temos todos um pouco".
E depois do estágio de psiquiatria que tive: maluquinho mas feliz não!!
*

Squeeze disse...

Alguem que existe só na nossa cabeça e nos faz feliz, é alguem real para nós...se nos faz feliz é bom....é tudo uma questão de percepção...

Vida banal não é só por manter a cabeça no mundo real....o mundo real é a omelete que conseguimos fazer com os ovos que nos dão...uma pessoa com um vida banal ( as in desinteressante, entendo), não é necessáriamente mentalmente sã...

Fada disse...

Maluquinha mas feliz, sem dúvida!!! :D

A maluqueira é que pode ter diferentes graus... :p

Queres outro dos meus lemas?
"Antes gordinha e feliz do que magra e deprimida."* :D

Beijitos

*Isto depois do meu peso oscilar quase 20kgs, devido à fase pós-divórcio, entre muito magra e mais cheiinha... :)

Belota disse...

Estou a ver... não chegamos a uma conclusão então... lol Claro que já todos percebemos que o melhor é mesmo o meio termo, o equilíbrio, mas eu não sou nada uma pessoa de meios-termos é uma chatice... :(

Fada, os teus lemas sobre peso são demais, farto-me de rir :D

xinha disse...

nas emoções nunca somos meio termo... julgo ou julgamos quase todas... pelo que que o meio termo para nós é sempre excesso entre choro e riso, doce e amargo. a escolha é sem dúvida a (in)sanidade

kate disse...

Nesta fase já nem sei.Depois de um relação de 5anos em que tinha o homme "perfeito" fazia o que eu queria,o que a minha mãe queria até os quadros pregava coisa que o meu pai demorava anosss...Todos a dizerem que ele sim era um homem às direitas..Mas tanto às direitas e tanto perfeccionismo cansaaaa...Era o moço a pôr direito os quadros e eu irritava-me e ia la entortar um pouco, mas nem isso o irritava..e cansa, cansa mesmo...
Agora estou numa relação cheia de loucura, emoção mas em nada perfeita, cheia de altos e baixos e imensas discussões, mas sim mais Feliz.
Por isso não sei querida Bolota, uma pessoa perfeita, um bom marido para o resto da vida??? ou um homme que mexe contigo que te porpociona muitos e bons momentos mas que ao mesmo tempo dá-te tantas dores de cabeça???

Francisco del Mundo disse...

Um amor perfeito no coração e muitas amizades coloridas no resto..;)
Beijo

Belota disse...

Amores perfeitos não deixam lugar para amizades coloridas, não é menino? Deixam de ser necessárias.

(é mesmo gajo)

kinesthesia disse...

As pessoas não percebem que um amor perfeito não é uma propriedade extrínseca.

Teima se em se auto-desresponsabilizar quando se fala de amor.
Gosto dela porque... blá blá e continua se assim. Está mal.

Não, em primeiro lugar gosta se de alguem, e não há necessáriamente um motivo para isso. Em segundo, o motivo não é o outro, mas eu mesmo.
Se eu gosto, é porque um número X de propriedades do meu "self" se alinham de forma a que de estalo eu passo a sentir qualquer coisa.

Claro que há amores perfeitos, homens perfeitos, situações perfeitas. Tudo tem a ver com a forma como nós nos relacionamos com esses conceitos.

Amar alguém não depende desse alguém.

Helenikon disse...

Se fôr perfeito não há provas de que era amor, portanto restam-me as imperfeitas. Por outro lado penso que amores irreais são apenas baseados em pensamentos obssessivos sobre alguém, algo que também não é amor.É como um fanatismo- "duplicar os meios esquecendo os fins"