
Agora em versão um homem e duas mulheres (vá, um bebé) cá em casa. Vence a maioria.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Kung Hei Fat Choi*
Sumo de ninho de andorinha
Sempre pensei que Sopa de Ninho de Andorinha fosse uma expressao para outra coisa qualquer e nao realmente para um ninho de andorinha. Mas e precisamente isso. E perguntam voces de que e feito o ninho da andorinha? Da saliva dos passaritos! Muito bom portanto. Aqui pela Asia e considerado uma especialidade e la tive que me aventurar. Bebi um batido. Sabia a leite e baunilha. O ninho de andorinha sao na realidade pedacos pequenos e gelatinosos a flutuar na mistura. Pergunto-me quem se tera lembrado de consumir isto pela primeira vez...
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Quero viver aqui!!!
E um hotel inteiramente dedicado a livros. O meu quarto e o numero de uma pagina, ha esculturas de leitores dispersas pelo jardim, uma piscina encarnada cor de sangue. E eu estou apaixonada. Ha uma biblioteca onde posso ir buscar o que me apetecer, uma mediateca com filmes, series e CD's. Pequeno-almoco servido na cama, mas a cama colocada na areia da praia todas as manhas. Um painel central que controla todo o quarto com um simples pressionar de botoes, um LCD maior do que o de minha casa, um computador Mac, uma decoracao minimalista cheia de charme, e livros, livros, livros. Quem tera vontade de sair daqui?
"O peixe deve estar cheio de medo que tu o mordas!"
domingo, 30 de janeiro de 2011
Sawadee Ka*
E ontem lá fui eu ao fantástico casamento dos amigos que me trouxe até Samui. Adoro esta gente que decide casar na Tailândia. Claro que são um casal que está mais perto daqui do que eu em Portugal, mas agradeço este tipo de iniciativa. A partir de agora férias, cultura, hotéis e compras. Por aqui está-se assim:

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Tailândia!!!!!
Um dia inteiro de viagem, com três escalas e 15 horas de voo no total. Koh Samui here we are!
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Lá vamos nós outra vez!
Mala, passaporte, equipamento de snorkeling, portátil, leitor de mp3, bikinis, espaço na mala para túnicas, brincos e pulseiras aos milhares. Companhia da mamã impulsionadora das viagens longas e loucas. Soa-me a aventura!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Que frio!!!
Hoje não houve hipótese senão vestir-me à maluquinha. Collants, meias por cima dos collants, jeans por cima das meias por cima dos collants, t-shirt interior, camisola de gola alta interior, camisola de gola alta mais grossa por cima das outras duas interiores, galochas, casacão, cachecol. Quase não me conseguia mexer com tanto roupa em cima! Estava a caminhar para o trabalho e só me lembrava de quando tinha sete anos e me mascarei de bailarina para o Carnaval. Nunca fui muito dessas coisas, nem em criança. Aos seis anos mascarei-me de punk. Lembro-me perfeitamente, foi brutal, mas num colégio só de meninas onde todas eram princesas e damas antigas, no ano seguinte lá cedi na bailarina. Não teve piada nenhuma. Lembro-me que a minha mãe me deve ter vestido umas sete camisolas por baixo do maillot cor-de-rosa, que tenho recordação perfeita de estar a tentar entrar no carro para ela me levar à escola, e não conseguir baixar os braços de tanta roupa que tinha. Hoje foi parecido. Ironicamente, acabei de limpar e organizar os bikinis e o equipamento de snorkeling. :)
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Deixem aos homens a responsabilidade de associar o desporto a mulheres nuas*
* e se pelo meio houver cerveja envolvida tanto melhor!
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
The Naked Woman ou The Half Naked Woman?
Afinal parece que chegámos à conclusão que a estratégia The Naked Man não apresenta grandes hipóteses de funcionar. Dá azo a gargalhadinha na cara, chuto no rabo e está feito. Por outro lado, the naked woman é quase tiro e queda. Mas agora impõe-se outra questão. Será que eles preferem o choque e surpresa do nu integral, ou a sensualidade de uma lingerie especial?terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Casting blogger mamã
Alguém por aí à espera de bebé e com jeitinho para escrever? A Crioestaminal anda à procura de uma futura mamã para um blog que irá ser lançado. Se a carapuça vos servir e a roupita já não, aventurem-se a escrever um texto, captar uma imagem ou fazer um vídeo que mostre por que razão devem ser a blogger escolhida. E há prémios! Mais aqui.
Another delivery at the office
Ontem vim trabalhar e descobri que durante a semana em que estava de baixa um menino enviou-me laranjas para o escritório. Piadita para ajudar na recuperação. O mais estranho, é que não foi o mesmo menino desta vez!!Agora eu pergunto: mas esta gente sabe toda onde eu trabalho??
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
The Naked Man – a estratégia
A teoria não deve ser estranha a muitos de vocês, particularmente a quem vê How I Met Your Mother, e baseia-se num pressuposto tão simples quanto despir a roupa por completo a meio de um date, enquanto a rapariga se ausenta para alguma coisa. A estratégia não só assenta no factor surpresa e na mostra de uma personalidade forte e confiante, como garante que funciona duas em cada três vezes que é tentada. Ontem comentava isto com um amigo e referi na brincadeira que se fosse ao contrário, se fossemos nós a despirmo-nos enquanto eles tinham ido abrir uma garrafa de vinho ou seja o que for, de certeza que funcionaria três em cada três vezes. Que os meninos não são tão exigentes assim. Miúda despida, ‘bora nisso. Ele nem tentou contra-argumentar. Mas até que ponto é que isto funcionaria connosco? Eu defendo que uma mulher sabe se seria capaz de dormir com um determinado homem no preciso instante em que o conhece. E se o quiser fazer, será uma questão de tempo, de disponibilidade, de mais ou menos vontade, de educação, de moralismos, de álcool, whatever. O facto de ele aparecer de surpresa todo nu, não sei se teria um peso muito positivo. Soa a desespero. Por outro lado também soa a aventura. E como isto é uma blogo-democracia, vamos a votos. Meninas, afinal em que ficamos? A estratégia The Naked Man, funciona ou não? Meninos, se a resposta total for positiva, já sabem o que pôr em prática no próximo date. Se a reacção não for a melhor, peçam desculpa e digam que vêm daqui.sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Adoro*
"Se namorares comigo, dou-te um pombo, cem escudos e um livro"
in Livro, José Luís Peixoto
* ...mas o que é que eu faria com um pombo??
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Nós é que somos emocionais? Hum, guess not!
De acordo com um estudo universitário europeu (adoro estes posts que começam assim, já se sabe que vem aí informação sexualmente cómica ou irrelevante na prática), durante um orgasmo feminino, a actividade cerebral da mulher sofre quedas acentuadas, sobretudo na área do córtex pré-frontal, responsável, entre outras coisas, por respostas afectivas e capacidade para ligações emocionais. Conclusão do estudo, durante o orgasmo, as mulheres não sentem emoções. É assim mais ou menos como durante 95% da coisa estarmos todas apaixonadinhas e acharmos que vocês são o melhor que nos podia ter acontecido, rebéu béu béu pardais ao ninho, mas lá para o final já nos estarmos completamente nas tintas para tudo isso. O estudo foi feito com base em exames tomográficos ao cérebro e efectuado igualmente em homens, embora com resultados menos conclusivos. É que os meninos despacham um orgasmo com demasiada rapidez e a máquina precisa de pelo menos dois minutos de actividade para leituras correctas. No comments.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Mais alguma coisa??
Bronquite, faringite, rinite, traqueíte. Preguicite, parvoíte, maluquite. Vá, o médico só disse as primeiras quatro. Tomei a liberdade de acrescentar o resto. Mal por mal...
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
O melhor duche do ano*
Pela primeira vez este ano, tomei duche sem uma luva de látex da loja do chinês toda colada à mão e coberta por um saco de plástico para sandwiches preso no pulso por um elástico de cabelo. Já não tenho pontos no dedo!!
* até agora, vá, que tenho para mim que este é o ano em que o Nacho Figueras virá cá a casa, e aí o caso muda de figura...
* até agora, vá, que tenho para mim que este é o ano em que o Nacho Figueras virá cá a casa, e aí o caso muda de figura...
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Adoro estes devaneios quando estamos a dormir
Esta noite acordei porque espirrava, mas de alguma maneira consegui incorporar os espirros no meu sonho, e não espirrava pelo facto de estar constipada, mas antes por essa ser uma consequência directa de cada vez que se abria a página de facebook da empresa onde trabalho. Muito bom. :)
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
sábado, 1 de janeiro de 2011
Bom começo
Acordar à uma da tarde, ver televisão em pijama, jantar fora e cafézinho no barco. Estava mesmo a precisar de um dia descansado. Auguro coisas boas para este ano. :)
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
E lá vamos nós outra vez
Este foi o ano dos investimentos. Foi um ano tão preenchido que me pareceram três ou quatro. Foi o ano dos desafios. Dos limites. Do oito e do oitenta em simultâneo. Do dar tudo por tudo e ser tudo igualmente tão bom e tão mau ao mesmo tempo. Foi o ano em que mais de metade das noites dormi menos de cinco horas e mais de metade das manhãs pensei que era o dia em que me ia despedir no trabalho. Foi o ano em que fiz novos amigos daqueles para a vida, amei como se não houvesse amanhã, voltei à vida académica e aceitei desafios profissionais tresloucados. Foi o ano das aventuras. E para o ano que vem não peço nada de novo até porque não espero que as coisas venham ter comigo sozinhas. Que isto seja válido para todos vocês também, e que o próximo ano traga apenas o retorno merecido de tudo aquilo em que investimos.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Conversa com o mano #1342
Na sala de espera do hospital, enquanto olhamos para o meu dedo ensanguentado.
Ele: Os teus dedos são fininhos. Qual é o teu número de anéis? Nove?
Ele: Os teus dedos são fininhos. Qual é o teu número de anéis? Nove?
Eu: Tens noção que ninguém sabe essas coisas a não ser quem precisa dessa informação para o trabalho...
Ele: És mulher, podias perfeitamente saber isso!
Eu: Eu nem sei a letra do tamanho das copas dos meus soutiens!
(após 5 segundos de silêncio)
(após 5 segundos de silêncio)
Ele: Realmente não sei por que me dizes essas coisas.
A Belota tem dói-dói
Bastou um pequenino corte no dedo para uma ida à farmácia, para um argumento gigante que só precisava de comprar "pensos-rápidos grandes", para uma ferida com sangue que não estancava, para ter que pedir boleia ao colega para o hospital, para companhia do mano na sala de espera, para uma hora e meia sentada enquanto aguardava que me chamassem, para um médico estagiário divertidíssimo comigo e desejoso de poder treinar medicina no meu dedito, para uma sala com dois médicos e três enfermeiros, para me perder nos corredores do hospital feita loura-burra, para um taxista que vai calado o caminho inteiro e quando me deixa em casa subitamente diz "este país precisa de uma revolução, mas não é de cravos, é de balas, começa-se na Assembleia da República, só preciso de mais uma pessoa, pode ser uma mulher". Balanço da coisa, dois pontos e uma vacina contra o tétano.quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
NÃO!!!!!
Já uma vez se tinha falado aqui sobre roupa com motivos infantis e do quão ridículo isso fica numa mulher crescida. Mas isso era antes de eu ter descoberto a versão para homem. E o pior, também existe em cor-de-rosa. Estou escandalizada. Agradavelmente distraída com o senhor da fotografia, mas escandalizada.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Epá, a sério??
Sou daquelas pessoas que não gosta particularmente do Natal. Aliás, não devo gostar mesmo, tendo em conta que no ano passado fugi para a outra ponta do planeta e já uma outra vez tinha feito algo semelhante. Este ano porque não podia fugir, lá me lembrei da melhor forma de passar a coisa. Oferecer-me como voluntária no hospital aqui mais perto de casa. Além da aventura que foi ligar para o gabinete de voluntariado (e a fortuna em ligações e tempo de espera), quando finalmente me retribuíram a chamada, dois dias depois, foi para me informar que não só é uma complicação burocrática uma pessoa inscrever-se como voluntária, como nem sequer está planeado nada para a noite de Natal. Estas coisas deprimem-me. É que nem fazer uma boa acção é fácil!
Não, I do not wish it would rain down on me. Mas chove na mesma.
Um colega meu já me cantou esta música de manhã. Chove na sala de minha casa, e chove no trabalho mesmo em cima da minha secretária. Devo atrair este tipo de coisas. Agora vou só ali ser amiguinha do Phil Collins para ver se tiro algum sentido disto, e já volto.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Victoria Secret 2010-2011 Fashion Show
Quero TUDO. Tudo. As cuecas, os soutiens, os corpetes, os sapatos, as botas, os colares, as asas, os meninos de abdominais definidos a fazer ginástica lá para o terceiro minuto do vídeo, tudo. Até as meninas boazonas podem vir que eu depois como sou querida faço a distribuição aqui pelos leitores masculinos do blog. No espírito de Natal, até deixo o Capitão Microondas ser o primeiro a escolher.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Detesto compras de Natal
Acabei de chegar de um centro comercial com o ar condicionado no máximo e 300 biliões de pessoas transpiradas a esfregarem-se umas nas outras. E ainda faltam três dias para o Natal. A seguir caminhei à chuva até ao carro. Estou com a sensação que devo cheirar a cão tinhoso e molhado. Que assim de repente é a coisa mais nojentinha de que me consigo lembrar.
Presentes de Natal inesquecíveis
Está neste preciso momento um senhor no telejornal da TVI a sugerir extintores, lâmpadas de emergência e protecções de casa para crianças como presentes de Natal originais. Diz o mesmo, que "quem receber um extintor como presente nunca se vai esquecer!". Pois, aposto que não. Alguém que mo desse e também não se esqueceria. Garanto.
E vocês? Qual foi o presente de Natal mais estranho que já receberam?
E vocês? Qual foi o presente de Natal mais estranho que já receberam?
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Só por causa do mau tempo vamos falar de maminhas para ver se isto anima
Os 7 factos mais curiosos/divertidos/que-aposto-que-não-sabiam sobre maminhas:
A mulher com o maior peito do mundo, chama-se Sheyla Hershey e veste um soutien tamanho 38kkk.
Eu que sou mulher nunca me consegui entender bem com esta coisa das letras no tamanho dos soutiens, por isso, para ficarem com uma ideia, podem espreitar aqui. São falsas, claro, mas também já vi uma imagem da mulher com o maior peito natural do mundo, e, trust me, vocês não querem ver aquilo! Blagh.
A mulher com o maior peito do mundo, chama-se Sheyla Hershey e veste um soutien tamanho 38kkk.
Eu que sou mulher nunca me consegui entender bem com esta coisa das letras no tamanho dos soutiens, por isso, para ficarem com uma ideia, podem espreitar aqui. São falsas, claro, mas também já vi uma imagem da mulher com o maior peito natural do mundo, e, trust me, vocês não querem ver aquilo! Blagh.
A Inglaterra é o país da Europa onde as mulheres têm maminhas maiores
Mas isso já sabíamos. Aqui andamos sempre a par dessas coisas. (link)
Os implantes mamários aumentam o risco de suicídio
Parece que as mulheres que se submetem a este tipo de cirurgia apresentam mais problemas psiquiátricos do que as restantes. Lindo. Adoro as pessoas que dedicam a vida a este tipo de estudos!
Quase que houve uma lei que impedia mulheres de seios pequenos de conduzirem motas no Vietname
Foi levada a aprovação pelo Ministério da Saúde, em 2008, por questões de segurança (que eu penso que ninguém percebeu muito bem) mas no ano seguinte desistiu-se da ideia.
Em Hong Kong é possível tirar uma licenciatura em Estudos de Soutiens
Ah pois, é um curso do Politécnico lá do sítio. Ensina a desenhar e construir soutiens. Muito bom!
Existe uma Organização Não Governamental que luta pelo direito de as mulheres andarem em topless.
É uma questão de direitos constitucionais, dizem os seus membros. E promovem bastantes encontros de maminhas ao léu, como não podia deixar de ser. Têm um site com um nome muito pouco óbvio, para quem estiver interessado: gotopless.org. (E aparentemente é legal andar despido da cintura para cima no Hawaii, Texas (!!!), Ohio, Nova Iorque e Maine.)
Há um toque para o telemóvel que promete aumentar o tamanho dos seios das mulheres que o ouvem
Foi inventado no Japão, por um médico que combinou uma música com o choro subliminar de um bebé, que aparentemente desperta o instinto maternal das mulheres e faz com que o corpo comece a produzir leite. Parece que basta ouvir o toque 20 vezes durante dois dias para se notar o aumento. Para quem quiser experimentar, o ringtone chama-se... Rock Melon!
E agora, não fosse isto um Guia das Mulheres Para Totós, uma última dica só para eles:
Gostamos tanto de brincar com as nossas maminhas como vocês. ;)
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Faz hoje um anito que fui para a outra ponta do mundo
Assumindo o cliché, mas a verdade é que o tempo passa mesmo depressa. Faz hoje um ano que me estava a enfiar num avião para 60 horas de viagem ao todo e um mês inteiro passado entre Bangkok, Austrália, Nova Zelândia e Ilhas Fiji. Lembram-se? E o calor, tanto, tanto calor! Hoje abri a carteira para procurar uma moeda e os meus dedos não queriam colaborar. Estavam congelados. Só por isso já marquei passagem para as próximas férias. E não falta assim tanto.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Somos tão diferentes, até nas coisas mais básicas!
Quando somos pequenos, os nossos pais vestem-nos de uma forma muito simples. Enfiam-nos a gola da camisola pela cabeça abaixo e depois vêm com a conversa de "agora um braço, agora o outro". Não é muito complicado. Nós crescemos e continuamos com o esquema. Parece apropriado. No entanto, algures durante o crescimento dos homens, solta-se ali um gene qualquer que só eles é que têm, em que decidem que primeiro se enfiam os braços, e depois alarga-se a camisola toda para puxar a gola pela cabeça até ao pescoço. Todos os homens que conheço fazem isto. Nunca percebi porquê.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Para acabar com esta onda de sentimentalismos e relações
Assim é que é. Nas palavras de Miguel Esteves Cardoso. Sem tirar nem pôr.
"Só um Mundo de Amor pode Durar a Vida Inteira
Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.
O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixonade verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios.Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há,estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida,o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.
O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado,viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não.
Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
"Só um Mundo de Amor pode Durar a Vida Inteira
Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.
O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixonade verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios.Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há,estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida,o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.
O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado,viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não.
Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Cinco patamares da dor – o que as mulheres sentem no final de uma relação
Estava a ver um episódio repetido de Anatomia de Grey, em que se falava nos cinco patamares da dor. Denial, anger, bargaining, depression, acceptance. E lembrei-me de como isso explicava tão bem o ponto de vista feminino expresso no post anterior, se aplicado ao término de uma relação. Dizia o guião:
"According to Elisabeth Kübler-Ross, when we're dying or have suffered a catastrophic loss, we all move through five distinct stages of grief. We go into denial because the loss is so unthinkable we can’t imagine it’s true. We become angry with everyone, angry with survivors, angry with ourselves. Then we bargain. We beg. We plead. We offer everything we have, we offer our souls in exchange for just one more day. When the bargaining has failed and the anger is too hard to maintain, we fall into depression, despair, until finally we have to accept that we’ve done everything we can. We let go. We let go and move into acceptance."
É que é precisamente por isto que passamos. Se há por aí algum menino que não entenda o que nós sentimos no final de uma relação em que ainda acreditamos, é isto. Daí a nossa persistência e indignação com o derrotismo deles. Primeiro pensamos que aquilo não pode estar a acontecer, depois revoltamo-nos e gritamos, barafustamos, acusamo-los de tudo. De seguida tentamos regatear. Imploramos. Fazemos qualquer coisa só por mais um dia que seja. Quando nos apercebemos que isso não leva a nada e já não conseguimos manter a raiva, caímos em depressão, desesperamos até percebermos que fizemos tudo aquilo que podíamos. E aí podemos partir para a aceitação. Porque sabemos que tentámos tudo. Que não baixámos os braços e que não nos permitimos desistir. E aceitamos com serenidade. Porque sabemos que demos o nosso melhor.
"According to Elisabeth Kübler-Ross, when we're dying or have suffered a catastrophic loss, we all move through five distinct stages of grief. We go into denial because the loss is so unthinkable we can’t imagine it’s true. We become angry with everyone, angry with survivors, angry with ourselves. Then we bargain. We beg. We plead. We offer everything we have, we offer our souls in exchange for just one more day. When the bargaining has failed and the anger is too hard to maintain, we fall into depression, despair, until finally we have to accept that we’ve done everything we can. We let go. We let go and move into acceptance."
É que é precisamente por isto que passamos. Se há por aí algum menino que não entenda o que nós sentimos no final de uma relação em que ainda acreditamos, é isto. Daí a nossa persistência e indignação com o derrotismo deles. Primeiro pensamos que aquilo não pode estar a acontecer, depois revoltamo-nos e gritamos, barafustamos, acusamo-los de tudo. De seguida tentamos regatear. Imploramos. Fazemos qualquer coisa só por mais um dia que seja. Quando nos apercebemos que isso não leva a nada e já não conseguimos manter a raiva, caímos em depressão, desesperamos até percebermos que fizemos tudo aquilo que podíamos. E aí podemos partir para a aceitação. Porque sabemos que tentámos tudo. Que não baixámos os braços e que não nos permitimos desistir. E aceitamos com serenidade. Porque sabemos que demos o nosso melhor.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Derrotismo masculino vs Persistência feminina
Já assisti a isto milhares de vezes. Com ex-namorados, com amigos, nas minhas relações, nas relações dos outros, e até em escolhas profissionais. Um homem quando vê um obstáculo e se apercebe que o caminho não augura nada de bom, resigna-se e baixa os braços. Corta o mal pela raíz e convence-se que está a fazer a coisa certa. Escolhe sofrer menos no presente para não sofrer mais no futuro. Nós, por outro lado, vamos até ao fim do mundo pela coisa mais improvável. Custe aquilo que custar.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
A melhor (ou mais hilariante) definição de amor de sempre
"Amor é esconder quem somos durante todo o tempo, mesmo quando estamos a dormir, amor é dormir com a maquilhagem e descer até ao Burger King para fazer cocó, é esconder álcool em frascos de perfume. Isso é que é amor."
(ouvido num episódio de 30 Rock)
(ouvido num episódio de 30 Rock)
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
terça-feira, 30 de novembro de 2010
O pai teve um pequenito percalço...
Foi para o hospital e mandaram-no fazer exames. Quando deu por isso estava na sala de obstetrícia, e diz ele que de facto estava a achar esquisito só estarem lá mulheres. De seguida foi posto num quarto na ala de pediatria, com uma placa à porta a dizer "sala de jogos". Typical.
sábado, 27 de novembro de 2010
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
O meu date de 59 anos
O pai fez anos e pela primeira vez o jantar de aniversário foi só comigo. Não envolveu o tio que é irmão gémeo, os primos, ninguém. Só os dois. Fazemos isto com frequência, mas como ele fazia anos, fizemos questão de ir a restaurante especial, que por acaso pertence a um hotel. Diálogo nos primeiros cinco minutos após nos sentarmos à mesa:
Pai: As pessoas vão pensar que és minha namorada.
Eu: Que disparate.
Pai: A sério. Os meus colegas de trabalho dizem-me às vezes que me viram na rua com uma namorada nova e depois eu tenho sempre que lhes explicar que é a minha filha!
Eu: Que bom, hum? Quase 60 anos e uma namorada de 30...
Pai: Não tem piada! És minha filha!
Eu: Vá lá, que parvoíce, o que interessa o que as pessoas acham?
Pai: Estamos aqui os dois, neste restaurante, à noite, bem arranjados, parece outra coisa...
Eu: Se calhar parece um pai divorciado a jantar com a filha como milhares de outros na mesma situação.
(pai começa a ficar nervosinho)
Pai: Eu sei que estão a pensar isso. Até o empregado. Vai olhar para nós e pensar isso.
(o empregado aproxima-se da mesa com um ar natural)
Empregado: Boa noite, estão hospedados aqui no hotel?
Pai (absolutamente ofendido e em pânico): NÃOOO!!!
Carteiras feitas de tuuuudo e por mim podem vir tooodas
A Tela Bags enviou-me um necessaire todo giro feito de telas recicladas, e, para minha desgraça, o catálogo novo com todos os modelos. Adoro a colecção Press Line feita com jornais, revistas e afins reciclados, mas as que mais me surpreenderam foram as da linha L-Seven, feitas com sobras de pavimentos em linóleo. Linóleo! Lindo. Super original!
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Estou em greve
Mas as coisas por fazer vieram para casa comigo. E visto que o computador do local de trabalho avariou e o telhado tem um buraco que faz com que chova em cima da minha secretária, estou cá com um feeling que vou trabalhar mais e melhor em casa do que se estivesse no escritório. Não é lá uma grande greve.
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