
Agora em versão um homem e duas mulheres (vá, um bebé) cá em casa. Vence a maioria.


Afinal parece que chegámos à conclusão que a estratégia The Naked Man não apresenta grandes hipóteses de funcionar. Dá azo a gargalhadinha na cara, chuto no rabo e está feito. Por outro lado, the naked woman é quase tiro e queda. Mas agora impõe-se outra questão. Será que eles preferem o choque e surpresa do nu integral, ou a sensualidade de uma lingerie especial?
Ontem vim trabalhar e descobri que durante a semana em que estava de baixa um menino enviou-me laranjas para o escritório. Piadita para ajudar na recuperação. O mais estranho, é que não foi o mesmo menino desta vez!!
A teoria não deve ser estranha a muitos de vocês, particularmente a quem vê How I Met Your Mother, e baseia-se num pressuposto tão simples quanto despir a roupa por completo a meio de um date, enquanto a rapariga se ausenta para alguma coisa. A estratégia não só assenta no factor surpresa e na mostra de uma personalidade forte e confiante, como garante que funciona duas em cada três vezes que é tentada. Ontem comentava isto com um amigo e referi na brincadeira que se fosse ao contrário, se fossemos nós a despirmo-nos enquanto eles tinham ido abrir uma garrafa de vinho ou seja o que for, de certeza que funcionaria três em cada três vezes. Que os meninos não são tão exigentes assim. Miúda despida, ‘bora nisso. Ele nem tentou contra-argumentar. Mas até que ponto é que isto funcionaria connosco? Eu defendo que uma mulher sabe se seria capaz de dormir com um determinado homem no preciso instante em que o conhece. E se o quiser fazer, será uma questão de tempo, de disponibilidade, de mais ou menos vontade, de educação, de moralismos, de álcool, whatever. O facto de ele aparecer de surpresa todo nu, não sei se teria um peso muito positivo. Soa a desespero. Por outro lado também soa a aventura. E como isto é uma blogo-democracia, vamos a votos. Meninas, afinal em que ficamos? A estratégia The Naked Man, funciona ou não? Meninos, se a resposta total for positiva, já sabem o que pôr em prática no próximo date. Se a reacção não for a melhor, peçam desculpa e digam que vêm daqui.
Bastou um pequenino corte no dedo para uma ida à farmácia, para um argumento gigante que só precisava de comprar "pensos-rápidos grandes", para uma ferida com sangue que não estancava, para ter que pedir boleia ao colega para o hospital, para companhia do mano na sala de espera, para uma hora e meia sentada enquanto aguardava que me chamassem, para um médico estagiário divertidíssimo comigo e desejoso de poder treinar medicina no meu dedito, para uma sala com dois médicos e três enfermeiros, para me perder nos corredores do hospital feita loura-burra, para um taxista que vai calado o caminho inteiro e quando me deixa em casa subitamente diz "este país precisa de uma revolução, mas não é de cravos, é de balas, começa-se na Assembleia da República, só preciso de mais uma pessoa, pode ser uma mulher". Balanço da coisa, dois pontos e uma vacina contra o tétano.
Um colega meu já me cantou esta música de manhã. Chove na sala de minha casa, e chove no trabalho mesmo em cima da minha secretária. Devo atrair este tipo de coisas. Agora vou só ali ser amiguinha do Phil Collins para ver se tiro algum sentido disto, e já volto.
Quero TUDO. Tudo. As cuecas, os soutiens, os corpetes, os sapatos, as botas, os colares, as asas, os meninos de abdominais definidos a fazer ginástica lá para o terceiro minuto do vídeo, tudo. Até as meninas boazonas podem vir que eu depois como sou querida faço a distribuição aqui pelos leitores masculinos do blog. No espírito de Natal, até deixo o Capitão Microondas ser o primeiro a escolher.
Ele diz que eu faço isto com frequência e que é a grande prova da minha teimosia. O que ele ainda não percebeu é que eu preciso de dizer "não" muitas vezes de forma a ganhar tempo para inventar um argumento qualquer mirabolante que justifique o meu ponto de vista absurdo. Mas essa parte eu não lhe vou explicar. :)