Agora em versão um homem e duas mulheres (vá, um bebé) cá em casa. Vence a maioria.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
sábado, 1 de janeiro de 2011
Bom começo
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
E lá vamos nós outra vez
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Conversa com o mano #1342
Ele: Os teus dedos são fininhos. Qual é o teu número de anéis? Nove?
(após 5 segundos de silêncio)
A Belota tem dói-dói
Bastou um pequenino corte no dedo para uma ida à farmácia, para um argumento gigante que só precisava de comprar "pensos-rápidos grandes", para uma ferida com sangue que não estancava, para ter que pedir boleia ao colega para o hospital, para companhia do mano na sala de espera, para uma hora e meia sentada enquanto aguardava que me chamassem, para um médico estagiário divertidíssimo comigo e desejoso de poder treinar medicina no meu dedito, para uma sala com dois médicos e três enfermeiros, para me perder nos corredores do hospital feita loura-burra, para um taxista que vai calado o caminho inteiro e quando me deixa em casa subitamente diz "este país precisa de uma revolução, mas não é de cravos, é de balas, começa-se na Assembleia da República, só preciso de mais uma pessoa, pode ser uma mulher". Balanço da coisa, dois pontos e uma vacina contra o tétano.quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
NÃO!!!!!
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Epá, a sério??
Não, I do not wish it would rain down on me. Mas chove na mesma.
Um colega meu já me cantou esta música de manhã. Chove na sala de minha casa, e chove no trabalho mesmo em cima da minha secretária. Devo atrair este tipo de coisas. Agora vou só ali ser amiguinha do Phil Collins para ver se tiro algum sentido disto, e já volto.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Victoria Secret 2010-2011 Fashion Show
Quero TUDO. Tudo. As cuecas, os soutiens, os corpetes, os sapatos, as botas, os colares, as asas, os meninos de abdominais definidos a fazer ginástica lá para o terceiro minuto do vídeo, tudo. Até as meninas boazonas podem vir que eu depois como sou querida faço a distribuição aqui pelos leitores masculinos do blog. No espírito de Natal, até deixo o Capitão Microondas ser o primeiro a escolher.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Detesto compras de Natal
Presentes de Natal inesquecíveis
E vocês? Qual foi o presente de Natal mais estranho que já receberam?
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Só por causa do mau tempo vamos falar de maminhas para ver se isto anima
A mulher com o maior peito do mundo, chama-se Sheyla Hershey e veste um soutien tamanho 38kkk.
Eu que sou mulher nunca me consegui entender bem com esta coisa das letras no tamanho dos soutiens, por isso, para ficarem com uma ideia, podem espreitar aqui. São falsas, claro, mas também já vi uma imagem da mulher com o maior peito natural do mundo, e, trust me, vocês não querem ver aquilo! Blagh.
A Inglaterra é o país da Europa onde as mulheres têm maminhas maiores
Mas isso já sabíamos. Aqui andamos sempre a par dessas coisas. (link)
Os implantes mamários aumentam o risco de suicídio
Parece que as mulheres que se submetem a este tipo de cirurgia apresentam mais problemas psiquiátricos do que as restantes. Lindo. Adoro as pessoas que dedicam a vida a este tipo de estudos!
Quase que houve uma lei que impedia mulheres de seios pequenos de conduzirem motas no Vietname
Foi levada a aprovação pelo Ministério da Saúde, em 2008, por questões de segurança (que eu penso que ninguém percebeu muito bem) mas no ano seguinte desistiu-se da ideia.
Em Hong Kong é possível tirar uma licenciatura em Estudos de Soutiens
Ah pois, é um curso do Politécnico lá do sítio. Ensina a desenhar e construir soutiens. Muito bom!
Existe uma Organização Não Governamental que luta pelo direito de as mulheres andarem em topless.
É uma questão de direitos constitucionais, dizem os seus membros. E promovem bastantes encontros de maminhas ao léu, como não podia deixar de ser. Têm um site com um nome muito pouco óbvio, para quem estiver interessado: gotopless.org. (E aparentemente é legal andar despido da cintura para cima no Hawaii, Texas (!!!), Ohio, Nova Iorque e Maine.)
Há um toque para o telemóvel que promete aumentar o tamanho dos seios das mulheres que o ouvem
Foi inventado no Japão, por um médico que combinou uma música com o choro subliminar de um bebé, que aparentemente desperta o instinto maternal das mulheres e faz com que o corpo comece a produzir leite. Parece que basta ouvir o toque 20 vezes durante dois dias para se notar o aumento. Para quem quiser experimentar, o ringtone chama-se... Rock Melon!
E agora, não fosse isto um Guia das Mulheres Para Totós, uma última dica só para eles:
Gostamos tanto de brincar com as nossas maminhas como vocês. ;)
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Faz hoje um anito que fui para a outra ponta do mundo
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Somos tão diferentes, até nas coisas mais básicas!
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Para acabar com esta onda de sentimentalismos e relações
"Só um Mundo de Amor pode Durar a Vida Inteira
Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.
O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixonade verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios.Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há,estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida,o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.
O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado,viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não.
Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Cinco patamares da dor – o que as mulheres sentem no final de uma relação
"According to Elisabeth Kübler-Ross, when we're dying or have suffered a catastrophic loss, we all move through five distinct stages of grief. We go into denial because the loss is so unthinkable we can’t imagine it’s true. We become angry with everyone, angry with survivors, angry with ourselves. Then we bargain. We beg. We plead. We offer everything we have, we offer our souls in exchange for just one more day. When the bargaining has failed and the anger is too hard to maintain, we fall into depression, despair, until finally we have to accept that we’ve done everything we can. We let go. We let go and move into acceptance."
É que é precisamente por isto que passamos. Se há por aí algum menino que não entenda o que nós sentimos no final de uma relação em que ainda acreditamos, é isto. Daí a nossa persistência e indignação com o derrotismo deles. Primeiro pensamos que aquilo não pode estar a acontecer, depois revoltamo-nos e gritamos, barafustamos, acusamo-los de tudo. De seguida tentamos regatear. Imploramos. Fazemos qualquer coisa só por mais um dia que seja. Quando nos apercebemos que isso não leva a nada e já não conseguimos manter a raiva, caímos em depressão, desesperamos até percebermos que fizemos tudo aquilo que podíamos. E aí podemos partir para a aceitação. Porque sabemos que tentámos tudo. Que não baixámos os braços e que não nos permitimos desistir. E aceitamos com serenidade. Porque sabemos que demos o nosso melhor.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Derrotismo masculino vs Persistência feminina
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
A melhor (ou mais hilariante) definição de amor de sempre
(ouvido num episódio de 30 Rock)
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
terça-feira, 30 de novembro de 2010
O pai teve um pequenito percalço...
sábado, 27 de novembro de 2010
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
O meu date de 59 anos
Pai: As pessoas vão pensar que és minha namorada.
(pai começa a ficar nervosinho)
(o empregado aproxima-se da mesa com um ar natural)
Carteiras feitas de tuuuudo e por mim podem vir tooodas
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Estou em greve
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Dia Internacional do Homem
Agora vão lá, queridos e adoráveis meninos totós, tomar conta dos vossos bigodes ou seja qual for o movimento que corre por aí no dia de hoje. Mas façam-no com aprumo, que eu conheço muita mulher com um jolie moustache capaz de bater o de muitos homens.
(também já falámos de bigodes. aqui.)
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Temos sempre razão. Mesmo quando não temos. Vá, pelo menos podemos tentar.
Ele diz que eu faço isto com frequência e que é a grande prova da minha teimosia. O que ele ainda não percebeu é que eu preciso de dizer "não" muitas vezes de forma a ganhar tempo para inventar um argumento qualquer mirabolante que justifique o meu ponto de vista absurdo. Mas essa parte eu não lhe vou explicar. :)
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Se não somos mais felizes é porque gostamos de complicar
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Por trás de um grande homem há sempre alguém
Estoril Film Festival
Foto: Associated Press
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Hoje é dia de post-its no telemóvel
Só para recordar
«Na minha vida (que às vezes penso que existe num universo paralelo, só pode) até o acto de ajudar tem as suas variantes mais cómicas e estranhas. Prova disso é o sem-abrigo que vive na rua perto da minha casa. Todos os Natais costumo ir lá levar-lhe um pouco da refeição da minha Consoada e fico contente por perceber que não sou a única a fazê-lo. O Natal passado não foi a ocasião mais festiva de sempre, mas não me esqueci dele, e comprei um frango assado quentinho para lhe ir lá deixar. Chego lá, ofereço-lhe o frango, desejo-lhe um Feliz Natal, e o homem olha para o saco com o ar mais entediado do mundo e diz-me todo chateado:
A ver se este ano é a vez da lagosta...
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Coisas que me enervam
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Gosto deste franco optimismo feminino
"You want a perfect girl,
and I look shitty today,
I know you’re gonna dump me again
And I am gonna cry."
Mas dito com uma voz tão querida e a música é tão gira, que só me dá vontade de sorrir!
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Masturbação quê???
- A masturbação? É irregular?
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Conversa com o mano #2635
Ele: Pois, sobretudo se pensarmos que há para aí sete mulheres para cada homem. Supostamente temos por onde escolher, mas aguentamos.
Eu: Mas não é justo, nós somos frias e directas, e cada vez tenho mais ideia que são as mulheres más que mantêm os homens por mais tempo! Nada disto faz sentido!!
Ele: Faz. A culpa é nossa.
Eu: Porque o permitem?
Ele: Não. Porque somos parvos. Asnos perfeitos.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Assédio telefónico
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
E agora nas palavras de Oscar Wilde
Não somos. Geralmente achamos que somos especiais e que o mundo gira à nossa volta. Também não sabemos muito bem aquilo que somos na realidade. Depende do dia. Ou da hora. Do minuto, vá. Somos queridas, somos vingativas, somos sexys, somos infantis, somos adoráveis, somos detestáveis, somos perigosas, somos preocupadas, somos atentas, somos distraídas, somos um espectáculo, somos insuportáveis, somos decididas, somos completamente perdidas da cabeça, somos impecáveis, somos doidas, somos apaixonadas, somos maternais, somos independentes, somos inconstantes, somos aventureiras, somos temerárias, somos precipitadas, somos alegres, somos mariquinhas, somos felizes, somos profundamente infelizes sem qualquer razão aparente, somos gordas quando todos nos acham magras, somos baralhaditas emocionalmente, somos inesquecíveis, somos sonhadoras, somos focadas e arrebatadoras. Mas se há coisa que não somos, é normais. Isso seria demasiado banal e redutor. E somos tão mais do que isso.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Nas palavras de Barbra Streisand
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Em que é que os homens e as mulheres são melhores uns que os outros?
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Ah que saudades do amor louco e jovem
"Às vezes tenho vontade de te partir uma perna só para poder ficar em casa a cuidar de ti"
domingo, 10 de outubro de 2010
Post que se calhar só as meninas vão entender
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
A tal história da Nova Zelândia e dos filmes de terror (ou como eu vejo televisão a mais)
O único modo de se chegar às tais praias, é atravessar as montanhas infindáveis e a fabulosa rainforest neozelandesa. E a única solução que encontrei para o fazer, foi alugar um surf shuttle, conduzido por um senhor extremamente simpático e absolutamente gigante. Facto número um, logo aqui, a prestar atenção: um senhor grande e fortíssimo com quem eu nunca conseguiria lutar, e incrivelmente simpático, que nos filmes eles são sempre simpáticos inicialmente para se conseguirem aproximar das vítimas. Mas lá fomos, a mãe e eu, sozinhas, de madrugada, bem cedinho, uma hora de caminho pela autoestrada com o senhor, e depois mais duas horas pela montanha, onde não se vê absolutamente nada nem ninguém, onde não há turistas, não há mais carros, não há rede no telemóvel, não há NADA! Aí trocámos olhares e pensámos as duas “bonito, duas mulheres sozinhas no outro lado do planeta, no meio da floresta, com um estranho gigante. Se nos acontecer alguma coisa ninguém sabe onde estamos!”. No início da montanha o nevoeiro era imenso, cinzento escuro, assustador, mas felizmente à medida que as horas foram passando o céu lá foi ficando mais claro. E o senhor sempre simpático.
Chegámos às praias, vimos aquilo tudo a pé, andámos quatro horas dentro da floresta, e regressámos ao ponto de encontro para voltarmos para a cidade. Tínhamos andado para aí uns 20 minutos numa estrada assustadora e estreita quando o senhor percebe que se tinha enganado e resolve fazer inversão de marcha, numa manobra em que eu acreditei mesmo que íamos cair ribanceira abaixo. Tinha-se enganado, dizia ele. Na realidade ele bem podia dizer ou fazer o que quisesse, nós não tínhamos a menor ideia de onde estávamos e só se viam árvores à volta! Pouco depois chegámos a uma estrada mais larga que me pareceu familiar, o senhor faz uma curva para a esquerda, e temos esta conversa:
Eu (a medo): Desculpe, mas eu tinha ideia que nós tínhamos vindo do outro lado, não devíamos ter virado à direita?
Senhor: Vou mostrar-vos um segredo.
Eu (a fingir um ar muito normal): A sério? Que giro, o quê?
Senhor: Uma coisa na floresta muito importante para o povo Maori mas que ninguém conhece.
Oi? Se ninguém conhece e não estava nos planos, deixe lá que nós passamos bem sem isso. Mas o senhor lá insistiu. Passam-se mais 15 minutos, e de repente vejo-o a meter a mão atrás do banco, a confirmar se lá tinha qualquer coisa. Quando olho para baixo, vejo aos meus pés três garrafões de gasolina e duas caixas com bobinas de fita adesiva. Aí é que o cenário me pareceu familiar. Na véspera de embarcar para a Austrália, tinha visto um filme de terror chamado Severance/Mutilados, em que uma mulher acabava presa a uma árvore com fita adesiva, regada com gasolina, e queimada viva. Pronto, deixei logo de achar piada à brincadeira. Eventualmente o senhor lá pára a carrinha no meio de uma estrada deserta e diz:
Senhor: Deixem tudo no carro e venham comigo.
Nós: Desculpe? Porquê? Onde?
Senhor: Já disse que é segredo, não tragam nada e saiam do carro.
A minha mãe só dizia “Não vamos Belota, não saímos daqui”. Mas lá a convenci, depois de discutir com o senhor que saía mas levava as coisas comigo. Mais não fosse dava jeito ter identificação quando encontrassem os nossos corpos 15 anos depois (piada parva, espero que a minha mãe não esteja a ler isto). Vamos até à entrada de um trilho com arbustos cerrados e o senhor a insistir “é por aqui, são só 10 minutos a pé”. Aí é que desistimos mesmo. Não se via nada para dentro das floresta, o senhor que não dizia o que nos queria mostrar, não passava ninguém naquela estrada horrível, e eu só pensava “bem, nós somos duas, será que conseguimos lutar com este homem enorme?”. Batemos com o pé e voltámos para a carrinha. O caminho de três horas até à cidade foi feito com o silêncio mais constrangedor de sempre. O senhor percebeu com toda a certeza que não confiávamos nele e que tínhamos tido medo. Só abriu a boca no final, enquanto saíamos, para dizer “era a árvore mais antiga da floresta, perderam uma coisa muito especial”. Eu confesso que quando ele disse isso respirei fundo. Era só uma árvore. Ok. Não era perigoso (vá, vamos acreditar que não era) mas também não tínhamos perdido nada do outro mundo. Pelo sim pelo não, decidi naquele momento que ia deixar de ver tantos filmes de terror.
As paisagens, a floresta, as praias, tudo aquilo compensou as dúvidas que tivemos. Posso seguramente afirmar, que essa pequena viagem foi das melhores coisas que já fiz na minha vida. Se alguém quiser repetir, falem comigo que eu tenho o contacto de um senhor grande e simpático que vos leva num surf shuttle... ;)
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Esta gente (homens) que diz no telejornal que andar de mota é melhor do que sexo,
(A única coisa que bate este disparate, é o disparate maior ainda da mulher, sentada atrás, que fica caladinha a ouvir aquilo. Ou a pensar no amigo especial que a visita todas as vezes que o marido sai de mota. Se calhar é mais isso.)




